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Economia

Com superávit de US$ 21 bi, agro paulista mantém 2º lugar em exportações no País

Vendas externas de janeiro a novembro de mostram altas em café, carnes e soja; açúcar, produtos florestais e sucos tiveram recuo

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Redação Agro Estadão

09/12/2025 - 16:09

Apesar de redução, complexo sucroalcooleiro liderou pauta de exportações do agro paulista. Foto: Adobe Stock
Apesar de redução, complexo sucroalcooleiro liderou pauta de exportações do agro paulista. Foto: Adobe Stock

O agronegócio paulista fechou os 11 primeiros meses de 2025 com superávit de US$ 21,07 bilhões. Segundo a Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (SAA), as  exportações somaram US$ 26,35 bilhões e as importações US$ 5,28 bilhões no acumulado entre janeiro e novembro. As vendas externas do setor representaram 40,6% de tudo o que o Estado exportou no período.

No cenário nacional, São Paulo manteve posição de destaque e respondeu por 17% das exportações do agronegócio do País, ocupando o segundo lugar no ranking, atrás apenas de Mato Grosso, que registrou 17,3%.

CONTEÚDO PATROCINADO

O complexo sucroalcooleiro liderou a pauta do agro paulista, com US$ 8,2 bilhões (31,3%). Em seguida, vieram carnes (US$ 4 bilhões), produtos florestais (US$ 2,7 bilhões), sucos (US$ 2,6 bilhões) e complexo soja (US$ 2,2 bilhões). Juntos, esses grupos responderam por 75,5% das exportações agropecuárias. O café ocupou a sexta posição, com US$ 1,6 bilhão.

O desempenho dos segmentos variou em relação ao ano anterior. As exportações de café cresceram 39,2%, as carnes 24,1% e o complexo de soja 1,3%. Já o grupo sucroalcooleiro registrou queda de 29,6%, enquanto produtos florestais recuaram 4,8% e sucos 4,9%. As variações refletem oscilações tanto de preço quanto de volume embarcado.

A China segue como principal destino das vendas do agro paulista, com 24,4% de participação, seguida pela União Europeia (14,3%) e pelos Estados Unidos (11,8%).

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exportações
Fonte: SAA

Tarifaço

O setor sentiu o impacto do tarifaço imposto pelo país norte-americano em agosto, que reduziu embarques ao longo do segundo semestre. Mesmo assim, os EUA mantiveram o terceiro lugar entre os maiores compradores dos produtos paulistas.

“Até julho, vínhamos com um resultado bastante positivo nas exportações para os Estados Unidos. Agosto ainda manteve o desempenho, mas, a partir de setembro, houve uma desaceleração que se acentuou em novembro. Essa queda foi parcialmente compensada por novos destinos de exportação, como China, México, Canadá, Argentina e União Europeia”, diz o diretor da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Carlos Nabil.

A retirada das tarifas foi anunciada por Donald Trump no dia 20 de novembro. Com isso, segundo análise do Instituto de Economia Agrícola (IEA-SP), a expectativa é de melhora no fluxo de embarques, “mesmo que demore alguns meses para que haja uma normalização de contratos e exportações”.

O secretário de Agricultura, Guilherme Piai, afirmou que o desempenho reflete avanços estruturais no setor. Ele atribuiu o desempenho aos investimentos em ciência, infraestrutura, desburocratização e competitividade. “São Paulo alcança um superávit de US$ 21 bilhões porque tem produtores qualificados e políticas públicas que dão segurança e liberdade para produzir”, disse.

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