Economia
China e EUA retomam negociações comerciais
Reunião entre o secretário do Tesouro dos EUA e o vice-primeiro-ministro chinês ocorre em Madrid
Redação Agro Estadão
15/09/2025 - 11:08

As negociações comerciais entre China e Estados Unidos (EUA) entraram no segundo dia nesta segunda-feira, 15. O encontro busca um entendimento para redução das tensões que marcaram a relação entre as duas maiores economias do mundo nos últimos meses. A reunião ocorre em Madrid, na sede do Ministério das Relações Exteriores da Espanha.
As delegações são lideradas pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e pelo vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng. No domingo, um dos principais temas em pauta foi o futuro do TikTok. A rede social chinesa, que se tornou um símbolo da disputa tecnológica entre Washington e Pequim, enfrenta prazo até esta quarta-feira, 4, para se desfazer de seus ativos nos EUA, sob risco de proibição.
Além da questão do TikTok, as conversas giram em torno da redução de tarifas aplicadas por ambos os lados. Nos últimos meses, China e EUA trocaram acusações de agravar o conflito comercial, que chegou a elevar tarifas a patamares de três dígitos. Um acordo provisório reduziu as alíquotas para 30% no lado americano e 10% no chinês. Em agosto, os dois países concordaram em adiar por 90 dias a retomada das tarifas mais elevadas, estendendo o prazo até 10 de novembro.
A expectativa é que, ao longo da semana, as delegações avancem em pontos de convergência, porém, segundo especialistas, um acordo total ainda parece distante no curto prazo.
Impactos no agro
O impasse entre os dois países, tem distanciado a China das compras da soja norte-americana e ampliado as importações do grão brasileiro ao longo deste ano. Só em agosto, a China importou 12,28 milhões de toneladas de soja, sendo o Brasil o principal fornecedor. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que, em agosto, 85% da soja brasileira foi exportada para o país asiático. Como noticiado pelo Agro Estadão, 3 em cada 4 navios brasileiros com soja têm a China como destino.
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