Economia
Castanha de baru, frutas processadas e arroz ganham acesso a novos mercados
União Euroasiática, Japão e Nicarágua autorizaram a entrada de produtos brasileiros
Redação Agro Estadão
15/12/2025 - 15:25

O governo brasileiro anunciou nesta segunda-feira, 15, a abertura de três novos mercados para produtos agropecuários. De acordo com Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), as negociações fitossanitárias concluídas com a União Econômica Euroasiática, o Japão e a Nicarágua permitirão a exportação de castanha de baru, frutas congeladas e desidratadas, e arroz beneficiado.
Na União Econômica Euroasiática — bloco formado por Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia —, foi autorizada a exportação de castanha de baru. A oleaginosa é nativa do Cerrado e utilizada como fonte de renda por comunidades locais. Segundo o comunicado oficial, o fruto “tem amplo potencial de uso alimentar, com polpa e amêndoa comestíveis”. O bloco reúne mais de 183 milhões de habitantes e importou US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2024, com destaque para soja, carnes e café.
Já o Japão confirmou a abertura para frutas congeladas e frutas desidratadas. O mercado é considerado estratégico pelo governo, diante da crescente demanda por itens processados de maior valor agregado. Com 124 milhões de habitantes, o país comprou mais de US$ 3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil no ano passado. A autorização, segundo a nota oficial, “amplia oportunidades para itens processados de maior valor agregado”, com uso tanto no varejo quanto na indústria de alimentos.
Por fim, a Nicarágua autorizou a importação de arroz beneficiado. Com 6,9 milhões de habitantes, o país da América Central importou cerca de US$ 55 milhões em produtos agropecuários brasileiros entre janeiro e novembro deste ano, valor 8,5% maior que o registrado em 2024.
Com os três anúncios, o Brasil chega a 507 aberturas de mercado desde o início de 2023, marco que reforça a estratégia de diversificar destinos e ampliar o portfólio de produtos. O avanço, segundo o governo, é resultado da atuação conjunta do Mapa e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
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