Economia
Brasil importou 23% mais defensivos químicos em 2025
Segundo o Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), total das compras somou R$ 13,8 bilhões
Redação Agro Estadão
21/01/2026 - 18:34

O ano passado fechou com um crescimento nas importações brasileiras de agrotóxicos frente a 2024. Foram mais de 1,76 milhão de toneladas de defensivos comprados do exterior, o que representa um crescimento de 23% – totalizando R$ 13,8 bilhões. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Foram compilados e divulgados nesta quarta-feira, 21, pela CropLife Brasil, entidade representativa das empresas desse setor.
Basicamente, a entidade divide em três grupos os defensivos que são importados pelo Brasil:
- matéria-prima: é a substância ou produto utilizado para obter o ingrediente ativo que qualifica o insumo;
- produto técnico: é uma espécie de pré-mistura obtido a partir da matéria-prima, ou seja, contém certo grau de ingrediente ativo, mas ainda precisa passar pelo refinamento na indústria, já que apresenta certas impurezas;
- produto formulado: é o produto já pronto para uso que foi obtido ou do produto técnico ou diretamente da matéria-prima.
Nesse sentido, os produtos formulados foram os mais importados pelo País, com 1,04 milhão de toneladas, segundo a CropLife, um volume recorde. Em seguida, vêm as matérias-primas, que somaram 370 mil toneladas, também recorde para a categoria. Por último, as cargas de produtos técnicos atingiram 350 mil toneladas.
De acordo com a gerente de Assuntos Econômicos da entidade, Maria Xavier, é possível observar uma tendência de ampliação das compras de produtos formulados genéricos, que foram feitos a partir de moléculas já permitidas no Brasil, devido ao preço. No entanto, ela ressalta que o produtor deve ponderar outros aspectos além do valor.
“É importante que, ao optar por um produto genérico, o produtor rural vá além do critério de preço. A decisão deve considerar uma análise cuidadosa de fatores como qualidade, eficácia agronômica e consistência do desempenho em campo, em comparação com produtos de referência já consolidados no mercado, bem como reputação da empresa responsável, estrutura de suporte técnico e o compromisso com boas práticas agrícolas”, explicou Xavier.
O preço médio dos produtos formulados importados foi de US$ 5,5 por quilo, seguindo a tendência de queda registrada desde 2022. Ns produtos técnicos, essa média também indica preços menores nesses últimos anos, com 2025 encerrando em US$ 6,79.

Entre os principais fornecedores dos defensivos químicos, estão:
- China: 1,1 milhão de toneladas;
- Índia: 108,6 mil toneladas;
- Estados Unidos: 108,6 mil toneladas;
- Alemanha: 36,6 mil toneladas;
- Argentina: 33,7 mil toneladas.
Sementes e bioinsumos crescem, mas em ritmo menor
Os bioinsumos vindos do exterior também fecharam o ano passado com um crescimento de 5,3% no volume, alcançando 54 mil toneladas. Em valores, foram cerca de US$ 317,2 milhões, recuo de 1,4%.
Quanto às sementes, o Brasil comprou aproximadamente 23 mil toneladas, um incremento de 3,3% frente a 2024. O valor total pago nesses insumos agrícolas foi de US$ 218,4 milhões, o que representa uma ligeira queda de 0,41%.
Exportações de defensivos, sementes e bioinsumos aumentam
Por outro lado, os embarques para fora do país envolvendo defensivos químicos, sementes e bioinsumos tiveram um incremento no valor, chegando a US$ 976 milhões, uma alta de 7% em relação ao período anterior. De acordo com a CropLife, é o maior valor obtido em vendas desses produtos nos últimos 14 anos. Em volume embarcado, foram cerca de 142,9 mil toneladas (+3,4%).
A divisão por produto terminou 2025 assim:
- Defensivos químicos: US$ 642,8 milhões e 72,8 mil toneladas;
- Sementes: US$ 261,8 milhões e 51,2 mil toneladas;
- Bioinsumos: US$ 70,9 milhões e 18,7 mil toneladas.
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