Economia
Arroz: termina nesta sexta prazo para antecipar direito de venda à Conab
Poderão antecipar o exercício do contrato os produtores e as cooperativas da Fronteira Oeste do RS e também do PR, MS e de MG
Broadcast Agro
25/04/2025 - 10:07

Produtores de arroz que arremataram lotes nos leilões de Contrato de Opção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e quiserem antecipar a venda do produto têm até às 23h59 desta sexta-feira (25) para exercerem o direito de entregar o grão à estatal.
Em nota, a Conab diz que a medida visa assegurar renda ao produtor, uma vez que os preços de arroz estão em queda com a entrada da safra do grão no mercado. Neste primeiro momento, poderão antecipar o exercício do contrato os produtores e as cooperativas da Fronteira Oeste no Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, que devem encerrar a colheita até o fim do mês.
Ainda de acordo com a Conab, com a antecipação da venda, haverá um desconto no preço pago ao produtor pela diferença no período de carregamento logístico e financeiro do grão. “Os agricultores do Rio Grande do Sul que optarem pela venda no início de maio receberão R$ 81,26 pela saca de 50 quilos. Para se ter uma ideia, atualmente, o valor de comercialização para o produtor gaúcho é de R$ 76,38”, destacou.
Os contratos foram negociados em três leilões públicos realizados no ano passado, totalizando 3.396 contratos negociados, o que equivale a cerca de 91,7 mil toneladas de arroz.
Contrato de Opção de Venda é um dos instrumentos da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) do governo. A ferramenta é um seguro de preço para a data futura, uma vez que garante um valor de comercialização no momento da venda dos produtos amparados pela PGPM. A partir do Contrato de Opção, o agricultor tem a opção de vender ao governo federal o produto pelo preço firmado ou no mercado, o que foi mais remunerador.
Newsletter
Acorde
bem informado
com as
notícias do campo
Mais lidas de Economia
1
Aliança Agrícola paga R$ 114 milhões a investidores; advogada alerta produtores sobre risco jurídico
2
Por que a Indonésia é ‘o novo mundo’ para a carne bovina do Brasil?
3
Menos pão, mais carne: canetas emagrecedoras redesenham demandas do agro brasileiro
4
Por que a China rejeitou o pedido do Brasil para redistribuir cotas de carne bovina?
5
China bate recorde na produção de grãos com 714,9 milhões de toneladas
6
UE freia acordo com o Mercosul ao citar sustentabilidade e efeito intimidador
PUBLICIDADE
Notícias Relacionadas
Economia
Dólar em queda reduz rentabilidade da soja e impacta decisões no campo
Especialista aponta que, mesmo com as cotações em Chicago acima de US$ 11 por bushel, o câmbio desvalorizado pressiona margens do produtor de soja
Economia
EUA: falências de fazendas disparam em 2025 e revelam crise no campo
De acordo com a AFBF, país registrou 315 pedidos de falência, um salto de 46% em relação a 2024, quando foram 216 casos
Economia
Exportações brasileiras de café recuam em janeiro; saiba os motivos
Embarques caíram 30,8%; os EUA foram o segundo destino, mas registraram forte retração de 46,7% nas compras
Economia
Parlamento Europeu aprova regras de proteção agrícola para acordo com Mercosul
Nova regulação prevê limites para importações de carne, aves e açúcar e permite suspender benefícios tarifários se produtores da UE forem prejudicados
Economia
Agências rebaixam grau da Raízen e alertam para risco de inadimplência
Em suas decisões, Fitch, S&P e Moody’s citam juros bilionários, queima de caixa e incertezas sobre apoio dos acionistas
Economia
Estimulada por safra recorde, agropecuária abriu mais de 41 mil empregos em 2025
Setor foi o único que aumentou o saldo líquido de vagas no ano passado, porém a faixa salarial está abaixo da média brasileira
Economia
Carne bovina tem exportação recorde em janeiro: 264 mil t e US$ 1,40 bi em receita
Segundo a Abiec, resultado reflete a ampliação dos embarques e a demanda consistente dos principais mercados importadores
Economia
EUA ampliam cota de importação de carne bovina da Argentina
Nova medida autoriza a entrada anual de 80 mil toneladas métricas de carne bovina argentina no mercado norte-americano