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Economia

Fim do tarifaço dos EUA anima exportadores do agro brasileiro

Apesar da reação inicial positiva, o setor mantém cautela à espera de eventual resposta do presidente Trump

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Sabrina Nascimento | São Paulo | sabrina.nascimento@estadao.com

20/02/2026 - 15:30

Setor teme que Trump busque nova base legal para restabelecer tarifas. Foto: The White House/ Divulgação
Setor teme que Trump busque nova base legal para restabelecer tarifas. Foto: The White House/ Divulgação

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos (EUA) de derrubar o chamado tarifaço instituído pelo governo do presidente Donald Trump foi recebida com entusiasmo pelo setor exportador brasileiro, especialmente, em setores do agronegócio que têm o mercado norte-americano como o seu principal cliente.

A Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) destacou, em comunicado, que a decisão se trata de um sinal positivo em direção à previsibilidade e ao fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e EUA. Ainda mais, para frutas como a uva, melão e melancia, que não foram incluídas na última ordem executiva com lista de isenções divulgada pelos EUA, impactando diretamente a competitividade destes produtos.

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“Nas exportações de uva, uma das frutas de maior importância na pauta de exportações da fruticultura brasileira para os EUA, foi registrada uma queda significativa nas exportações, reflexo das condições tarifárias e do ambiente comercial mais restritivo após o tarifaço”, trouxe a nota. 

A Abrafrutas salienta que segue atuando de forma técnica e diplomática, em diálogo com autoridades brasileiras e parceiros internacionais, para defender condições mais equilibradas de acesso ao mercado e garantir competitividade aos produtores. “Seguiremos atentos aos desdobramentos e trabalhando para ampliar oportunidades para a fruticultura brasileira no cenário internacional”, destaca, reforçando que estabilidade, segurança jurídica e regras claras são essenciais para que o comércio agrícola continue promovendo desenvolvimento, geração de renda no campo e segurança alimentar.

Avaliando decisão, mas com expectativas positivas

Ao Agro Estadão, o diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), Aguinaldo Lima, afirmou que o setor ainda avalia os desdobramentos da decisão da Suprema Corte norte-americana. “Nossas consultorias estão avaliando as medidas, aplicações e consequências. Vamos monitorando. A expectativa é grande”, disse.

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Apesar do revés judicial, ele pondera que o ambiente ainda inspira cautela uma vez que, antes da decisão, o presidente Trump já havia sinalizado que, em caso de derreto, ele poderia reformular as tarifas por outros meios. E a Casa Branca já informou que buscará nova base legal para restabelecer as medidas, embora sem prazo anunciado. 

No setor de café, o segmento de café solúvel era o único ainda sujeito à tarifa de 50%. Segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, no período de vigência do tarifaço — considerando os resultados até janeiro deste ano —, a retração nos embarques de café solúvel aos EUA foi de 40%.

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