Cotações
Falta de chuva limita oferta de citros e preços seguem em alta
Estoques de suco de laranja não devem se recuperar na safra atual, podendo encerrar a temporada tecnicamente zerados
Da Redação
20/09/2024 - 08:53

A falta de chuva na região produtora de citros tem preocupado produtores de laranja, já que a oferta está cada vez mais restrita, enquanto a demanda tem crescido, devido ao predomínio de altas temperaturas. O tempo seco também tem reduzido a oferta de limão tahiti e limitado a qualidade das frutas.
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), há, inclusive, relatos de que alguns barracões de exportação de tahiti encerraram seus embarques, pois a fruta nacional não atende aos padrões exigidos pelo mercado internacional.
Nesse contexto, levantamento do Cepea mostra que os preços de comercialização da laranja e do limão tahiti seguem em alta no mercado in natura. Nesta quinta-feira, 19, a laranja pera foi negociada na região de Araraquara (SP) a R$ 120 a caixa de 40,8 quilos. Na mesma região, o thaiti esteve cotado a R$ 66,25 a caixa de 27 quilos.
Estoques não devem ser suficientes para compensar redução da safra paulista
Cálculos do Cepea, com base nos dados divulgados nesta quinta-feira, 19, pela Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), apontam que os estoques de suco de laranja não devem se recuperar no correr da safra atual (2024/25), podendo encerrar a temporada tecnicamente zerados.
Ao final da safra 2023/24 (junho), as processadoras brasileiras detinham 116,7 mil toneladas da commodity. Apesar de uma recuperação de 37,7% frente ao mesmo período da temporada anterior, segundo a CitrusBR, este é o terceiro menor volume estocado de toda a série histórica, iniciada em 1988/89.
Conforme o Cepea, nas últimas quatro safras (2020/21 a 2023/24), duas tiveram produções dentro da média e outras duas, abaixo da média do cinturão citrícola. Assim, os estoques vêm sendo consumidos ano a ano, com exceção da temporada 2023/24.
“Uma retomada na oferta de suco dependerá da recuperação na produção de laranjas no cinturão citrícola. Por enquanto, ainda é cedo para quaisquer previsões quanto à colheita de 2025/26, porém citricultores já se mostram preocupados com o clima, visto que as temperaturas estão acima da média, e as chuvas ainda não retornaram às regiões produtoras”, avaliam pesquisadores do Hortifruti/Cepea.
Ainda de acordo com o Centro de Estudos, este cenário sustenta uma expectativa de manutenção de alta demanda industrial por laranjas no curto prazo, o que tende a permitir bons preços para a fruta ao produtor e para o suco no mercado externo.
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