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Clima

Vem outono, vai El Niño: o que esperar para as lavouras com a estação que começa nesta quarta

Previsão é de que fenômeno climático deixe de atuar na metade do outono.

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Daumildo Júnior | daumildo.junior@estadão.com

20/03/2024 - 07:00

Foto: Adobe Stock
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Os produtores da safrinha que plantaram na última semana ou que ainda não fizeram a semeadura podem ter problemas na safra com a chegada do outono. Os meteorologistas da Nottus apresentaram as perspectivas para a estação que começa nesta quarta, 20.  

O fenômeno El Niño ainda deve ser sentido até a metade da estação, mas a partir de maio dará lugar a neutralidade climática, que é quando não há ocorrência nem de El Niño e nem de La Niña. 

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Antes de sair do cenário climático, o El Niño vai encerrar o período chuvoso mais cedo no Centro-Oeste, Sudeste, Paraná, Tocantins e Bahia. Isso pode prejudicar os produtores da safrinha que optaram por plantar mais tarde. 

O final desta semana e a próxima devem marcar a despedida das chuvas mais volumosas nessas partes do país. No entanto, as chuvas não param de uma hora para outra e essa redução nas precipitações vai ser gradual.

O alerta de um outono menos úmido serve para os plantios tardios de outras culturas de safrinha, como algodão e feijão. Já as lavouras de café do cerrado mineiro e de São Paulo também podem sentir os efeitos e diminuir a produtividade. 

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“Quem se arriscou [a plantar em uma janela mais curta], infelizmente, não vai se dar bem”, analisou o meteorologista, Alexandre Nascimento. 

O tempo mais seco nessas regiões deve favorecer a ocorrência de queimadas. No entanto, o risco de onda de calor está praticamente descartado para a estação. 

Diferente do ano passado, no final de abril e início de maio devem acontecer os primeiros episódios de frio mais intensos, porém o risco de geadas é baixo. Tanto o outono como o inverno devem ter mais períodos de temperaturas baixas em relação a 2023.

“A neutralidade climática favorece que as frentes frias andem mais livremente pelo continente”, explicou a meteorologista Desirée Brandt. 

Confira como deve ficar o tempo nos próximos meses.

  • Abril: Goiás, Tocantins, Distrito Federal, Minas Gerais, Mato Grosso, Roraima, noroeste do Pará, nordeste do Amazonas devem ter chuvas abaixo da média para o período. Já na costa do Nordeste, Rondônia, sul e oeste do Amazonas, sul do Acre, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e em partes do Paraná, as chuvas devem ter acumulados acima da média. Nas outras áreas do país a previsão é de um clima dentro da normalidade para o período. 
  • Maio: O tempo seco e as chuvas perdem força em quase todo o país, ficando abaixo da média para maio. A exceção são os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, costa do Nordeste e do Pará, e o estado do Amapá, onde devem ter acumulados significativos.
  • Junho: A probabilidade de chuvas fica escassa em todo o país, exceto no Amapá e no norte e nordeste do Pará. O tempo firme e seco deve ser a tendência do mês de junho, que é marcado também pela chegada oficial do inverno no dia 21. Também nesse mês são esperados períodos de frio mais intenso para a região Sul e Sudeste, assim como em Julho.

La Niña deve começar no segundo semestre 

Segundo o último relatório do NOAA (sigla em inglês para Administração Nacional Oceânica e Atmosférica), a probabilidade da ocorrência do La Niña no próximo semestre de 2024 é maior que 80%. O fenômeno de resfriamento das águas do Oceano Pacífico deve começar em setembro e a intensidade prevista até o momento é de fraca a moderada. 

Apesar disso, os efeitos do La Niña só devem ser sentidos a partir do próximo verão. Com o El Niño encerrando as chuvas mais cedo e o La Niña retardando o início das precipitações, o período de estiagem deste ano tende a ser maior, o que pode impactar as safra 2024/2025.

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