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Clima

Falta de chuva afeta áreas de trigo no Paraná e preocupa produtores em Mato Grosso do Sul

Em Campina da Lagoa, no Paraná, as precipitações ficaram 26% abaixo da média e início do cultivo do trigo foi adiado

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Da Redação | Atualizada em 16/08 às 8h45

15/08/2024 - 19:52

Lavoura de trigo em desenvolvimento no Rio Grande do Sul. Foto: Paulo Sartori/Emater
Lavoura de trigo em desenvolvimento no Rio Grande do Sul. Foto: Paulo Sartori/Emater

Produtores de trigo do Paraná e do Rio Grande do Sul relatam que o clima tem afetado as lavouras na última semana. De acordo com levantamento da Agrosmart em 41 áreas produtoras, 56% dos agricultores consultados disseram que as plantações tiveram entre pouco e muito impacto. Já para 44% deles, não houve prejuízo por enquanto.

Para os produtores paranaenses e gaúchos consultados que tiveram áreas impactadas em algum nível pelas condições climáticas, os fatores destacados foram a contribuição no aumento na ocorrência de doenças e atraso no início da colheita.

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Segundo o meteorologista Juarez Ventura, as precipitações foram insuficientes para o início da safra de trigo na região sul do país, o que acabou adiando o plantio em alguns municípios. 

“Em Campina da Lagoa (PR), por exemplo, o acumulado entre abril e junho ficou 26% abaixo do valor climatológico, na média de 30 anos”, afirma. Na mesma comparação, as precipitações ficaram 23% abaixo em Cascavel (PR).

No Rio Grande do Sul, chuva ajudou na umidade do solo

No Rio Grande do Sul, a Emater aponta que as chuvas da última semana “contribuíram para a umidade do solo, mas não para o desenvolvimento das lavouras”, pois afeta as áreas em floração. O relatório semanal também indica que existem algumas ocorrências de doenças e, por isso, há a necessidade de aplicação de fungicidas.

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A produtividade estimada para as lavouras de trigo no Rio Grande do Sul é de 3.100 quilos por hectare. Ao todo, são 1,3 milhão de hectares cultivados com trigo no estado. Segundo a Emater, as demais culturas de inverno como aveia branca, cevada e canola estão em condições satisfatórias, sem interferência do clima.

Tempo seco em Mato Grosso do Sul preocupa produtores

Nos últimos três meses (maio a julho), a redução nas chuvas esperadas em diversas áreas de Mato Grosso do Sul também deixou os agricultores em alerta. Apesar de serem esperadas menores precipitações no período, vários municípios tiveram ainda menos chuvas. 

Segundo a Agrosmart, não houve registros de chuvas em São Gabriel do Oeste, por exemplo. Em Coxim, a precipitação ficou abaixo de dois milímetros. O resultado é bastante significativo, já que o esperado era de, ao menos, entre 25 e 30 mm acumulados nesse período, ao analisar os registros dos últimos 18 anos. 

Na capital, Campo Grande, as precipitações também ficaram abaixo da expectativa. Foram registrados 30 mm, enquanto o esperado eram 72 mm, segundo o histórico da região. No entanto, Sete Lagoas acumulou quase 100 mm nesses últimos três meses. 

Produtividade do milho safrinha foi afetada em diversas regiões do país

A Agrosmart ouviu produtores de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná e Minas Gerais sobre as condições das lavouras de milho segunda safra. Para dois terços deles, o clima afetou bastante o cultivo da safrinha, gerando perda de produtividade.

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Na última semana, produtores consultados pela Agrosmart relataram que conseguiram vender a um preço médio de R$ 49,13 por saca cooperativas; R$ 50 por saca  nas negociações com cerealistas e empresas de insumos; e R$ 40 a saca na venda para traders

Em Mato Grosso do Sul, onde os agricultores estão encerrando a colheita, aqueles que já realizaram a venda dos grãos reportam um preço médio obtido de R$ 47,50 por saca para a venda a Cooperativas.

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