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Teresa Vendramini

Produtora Rural, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira

Esse texto trata de uma opinião do colunista e não necessariamente reflete a posição do Agro Estadão

Opinião

Entre disputas e guerras, sejamos mais Francisco

Independentemente de religião, o Papa Francisco era sinônimo de altruísmo, antônimo de egocentrismo

23/04/2025 - 08:31

Foto: Dicasterium pro Communicatione/Divulgação
Foto: Dicasterium pro Communicatione/Divulgação

Tenho caminhado. Além do nosso Brasilzão, fui para os Países Árabes, Europa, Rússia, Estados Unidos e, mais recentemente, África. Destinos para os quais o agronegócio me levou para falar, ouvir e, sobretudo, observar.

A cada retorno, sigo para a fazenda, onde trabalho e também recarrego as baterias e reflito sobre um mundo que ainda precisa ser construído. Não só aqui no Brasil, onde as carências ainda são muito grandes, mas em todo o planeta. Falo de pobreza, saneamento básico, educação e, principalmente, segurança alimentar.

CONTEÚDO PATROCINADO

Necessidades básicas para o desenvolvimento humano, que foram historicamente ignoradas e, pelos últimos acontecimentos geopolíticos, tendem a se perpetuar. No mínimo, se agravar, empurrando para o abismo países pobres — que ficarão ainda mais pobres — em nome de uma história de poder e egocentrismo dos líderes mundiais.

A guerra comercial entre Estados Unidos e China pode gerar impactos significativos na segurança alimentar global, afetando a cadeia de suprimentos agrícolas, elevando os custos e ameaçando o abastecimento. A Organização Mundial do Comércio (OMC), que antes projetava um crescimento de 2% na economia global, já prevê retração em 2025, impactando especialmente os países menos desenvolvidos.

Neste cenário, perdem todos, inclusive o Brasil. Mesmo com a oportunidade de ampliar sua participação no mercado internacional, a guerra tarifária fere o livre comércio, traz insegurança, altos custos de produção, recessão e inflação.

Em meio a essa reflexão e esse ambiente de incerteza, em um mundo tão carente de união,  a morte do Papa Francisco me sensibilizou. Escutei uma enxurrada de declarações unânimes sobre seu poder de transformação — não só da Igreja Católica, mas do próprio consenso global em torno de temas que nunca haviam sido discutidos com tanta coragem.

O Papa Francisco tinha a capacidade de se colocar no lugar do outro, o que chamamos de empatia. Buscava o bem comum, conhecido como senso de coletivo. Desejo, assim, que nossos líderes mundiais possam ser mais “Francisco” e repensem em um futuro de transformações consistentes em um planeta único. 

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