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Agropolítica

Farsul diz que cada produtor rural perdeu, em média, R$ 1,4 milhão nas enchentes do RS

Levantamento da Federação da Agricultura do RS indica que o prejuízo inicial com as enchentes do RS no último mês totaliza R$ 3 bilhões

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Fernanda Farias | fernanda.farias@estadao.com

27/05/2024 - 17:34

enchentes do RS
enchentes do RS

O prejuízo do agronegócio com as enchentes e inundações do último mês no Rio Grande do Sul é estimado em R$ 3 bilhões pela Federação da Agricultura do RS. Segundo a entidade, o volume se refere apenas à produção de grãos afetada e de animais mortos – não considera as perdas em infraestrutura, maquinários e propriedades.  

Para chegar ao montante de R$ 3 bi, a Farsul considerou um levantamento feito pelo movimento S.O.S Agro RS, que ouviu 550 produtores rurais do estado. Em média, o prejuízo de cada produtor que respondeu ao questionário é de R$ 1,4 milhão. A entidade, então, cruzou esses valores com os dados de áreas alagadas no Rio Grande do Sul. 

CONTEÚDO PATROCINADO

“Esses valores são apenas das áreas alagadas. Mas essa perda ainda está acontecendo. Ainda tem soja para colher”, disse o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, em coletiva de imprensa. 

Os participantes da pesquisa apontaram a morte de 23 mil animais e perdas em 33.649 hectares de lavouras, sendo a soja a maior parte dessa área (15.470 ha). Em volume, o prejuízo chega a 1 milhão de toneladas de grãos, segundo a Farsul.

“É uma pequena amostra de como estamos nos sentindo. Estamos sem amparo, sem saber o que fazer, se vale a pena continuar. O que a gente está colhendo, está botando fora”, disse Graziele Camargo, uma das líderes do movimento S.O.S Agro RS e responsável pelo levantamento. 

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Além das perdas diretas com as enchentes, os produtores rurais ouvidos no levantamento têm dívidas de custeio com vencimento neste ano. A média por produtor é de R$ 415 mil.

Setor espera anúncio de linha de crédito durante visita do Ministro da Agricultura ao RS

O principal pedido de apoio ao setor produtivo do Rio Grande do Sul é uma linha de crédito com 15 anos para pagamento, sendo dois de carência, e com taxas de 3% ao ano. “Para que os produtores possam sanar os pagamentos que vencem este ano, os compromissos com cooperativas, revenda de insumos”, destacou o economista Antônio da Luz.

A demanda está com o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, há alguns dias, quando a Farsul e outras entidades do agro gaúcho tentaram convencer o Governo Federal a voltar atrás na decisão de importar arroz – o que não aconteceu e o leilão deve ser anunciado nesta semana. 

A resposta é esperada para esta terça-feira, 28, quando Fávaro transfere o gabinete para Santa Cruz do Sul, uma das regiões atingidas pelas enchentes do RS. “Nós temos grandes expectativas de que amanhã, ele [o ministro] traga anúncios pra minimizar os impactos que a agricultura do RS vem sofrendo nesse momento” disse o presidente da Farsul, Gedeão Pereira. 

Fávaro vai aproveitar a viagem ao Rio Grande do Sul para entregar máquinas como retroescavadeiras, motoniveladoras e escavadeiras hidráulicas, compradas a partir de emendas da bancada federal do RS. 

“O Estado precisa de medidas excepcionais. Precisa bloquear as dívidas dos produtores para eles terem capacidade de pagamento, ou não conseguirão acessar novos créditos”, completou Gedeão.

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