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Com etanol, Sindustrigo vê potencial para produção paulista nos próximos anos

Instalações de usinas de etanol de trigo somadas à queda na área plantada no Paraná e Rio Grande do Sul podem elevar oferta em São Paulo

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Broadcast Agro

29/09/2025 - 15:59

Sindustrigo aposta em boa liquidez da cultura para o produtor rural paulista. Foto: Adobe Stock
Sindustrigo aposta em boa liquidez da cultura para o produtor rural paulista. Foto: Adobe Stock

A queda da área plantada com trigo e a expansão das lavouras de cevada, canola e aveia no Paraná e no Rio Grande do Sul, que pode reduzir a oferta nos dois maiores produtores do cereal, pode elevar a demanda pelo trigo paulista, segundo Maximiliano Piermartiri, presidente do Sindicato da Indústria do Trigo no Estado de São Paulo (Sindustrigo).

Nos bastidores do 10º Encontro da Cadeia Produtiva de Trigo, realizado na sexta-feira, 26, pelo Sindustrigo, ele disse que instalações de usinas de etanol de trigo e o avanço de outras culturas de inverno que concorrem com o trigo podem, a longo prazo, estimular a expansão do cultivo do cereal em São Paulo.

“Nosso trigo possui características sanitárias muito boas, o que significa uma excelente liquidação industrial. E ainda somos o maior mercado consumidor de trigo no País”, afirma sobre o fato de parcela importante da indústria moageira estar instalada no Estado. “A liquidez do trigo para o produtor paulista poderá ser cada vez maior.”

O líder do Negócio Trigo da CJ International Brazil, Douglas Araújo, no entanto, relativiza esse potencial. Para ele, ainda não há uma competição “significativa” de área plantada com trigo e com outras culturas de inverno. Pelo contrário, no caso específico do Rio Grande do Sul, sobra área, diz ele.

“A quantidade de área disponível de trigo no Rio Grande do Sul é gigante. São 50 milhões de hectares. Por incrível que pareça, o agricultor do Sul ainda não descobriu a cultura de inverno”, disse Araújo. Ele completa que, em termos de cinturão, as culturas podem até convergir, mas ainda sobram áreas livres.

Para ele, a redução da área de trigo é cíclica e está diretamente relacionada ao fator econômico. “O agricultor saiu machucado da última safra, sem capitalização. Com juros altos, é natural eles evitarem fazer dívidas em uma commodity que tem mais risco climático”. Araújo acrescenta que falta um pouco mais de conhecimento e estratégia para cultivar safras de inverno. “O Brasil é um gigante adormecido. Ainda sabemos pouco sobre como fazer uma safra de inverno grande. Somos experts em safras de verão, mas não de inverno.”

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