Sustentabilidade
Elas chegam quando o calor aperta — e não é por acaso
Protegidas pela Lei nº 9.605/98, as andorinhas migram para o Brasil fugindo do frio e atuam no controle natural de mosquitos e pragas
Redação Agro Estadão*
17/01/2026 - 05:00

Entre setembro e março, as andorinhas surpreendem muita gente ao construir ninhos nos beirais das casas e telhados das cidades, vindas de uma longa viagem do hemisfério norte para o sul do planeta.
Elas buscam comida abundante e as temperaturas quentes do verão para sobreviver ao inverno rigoroso do norte.
As andorinhas são protegidas pela Lei de Crimes Ambientais. Isso significa que machucá-las, capturá-las ou destruir seus ninhos é crime. Esses pássaros ajudam a controlar os insetos, comendo mosquitos, pernilongos e outras pragas.
Por que as andorinhas escolhem áreas urbanas no calor?

As cidades oferecem muitos lugares onde as andorinhas podem descansar e fazer ninhos. Elas usam beirais de casas, áreas de telhados e até fios de luz como locais para construírem seus ninhos. As luzes das ruas e casas atraem insetos, facilitando a alimentação das aves.
Muitas pessoas pensam que as andorinhas “sujam” os lugares, mas, na verdade, elas estão apenas tentando sobreviver.
A presença delas é temporária e dura apenas alguns meses. Quando o calor passa, elas voltam para o norte. Essa é uma estratégia natural da espécie para encontrar comida e clima adequado.
Identificando os principais riscos e cuidados com andorinhas no verão

As cidades podem ser perigosas para as andorinhas. Telhados de metal ficam muito quentes no sol e podem machucá-las. Gatos domésticos são predadores naturais dessas aves.
Vidros de prédios e casas também causam acidentes, pois as andorinhas não conseguem vê-los e batem contra eles.
Se você encontrar uma andorinha caída ou presa em algum lugar, não tente cuidar dela sozinho. Entre em contato com a Secretaria do Meio Ambiente da sua cidade ou com o Ibama. Tentar ajudar sem conhecimento pode piorar a situação ou até matar a ave.
Como manter a higiene e a convivência harmônica
As andorinhas fazem cocô nos lugares onde ficam, o que pode incomodar as pessoas. Para resolver isso, você pode colocar lonas de plástico ou jornais no chão, embaixo dos locais onde elas pousam.
Assim fica mais fácil limpar e você evita contato direto com as fezes, que podem transmitir doenças.
É importante saber que destruir ninhos com ovos ou filhotes é crime. A limpeza pesada e o fechamento de espaços só podem ser feitos depois que as andorinhas voltarem para o norte. Essa regra existe para proteger a espécie e respeitar seu ciclo de vida.
Hidratação das andorinhas no verão

Em dias muito quentes, você pode ajudar oferecendo água limpa para as andorinhas. Entretanto, nunca dê comida como pão ou restos de comida humana.
Você pode colocar recipientes rasos com água no quintal ou jardim. Lembre-se de trocar a água todos os dias para evitar a criação do mosquito da dengue e fungos que fazem mal às aves.
Plantar flores e plantas da região atrai insetos naturalmente, uma fonte de alimentação para as andorinhas.
O que diz a lei e como agir em casos de incidentes

A Lei nº 9.605/98 pune quem machuca, persegue ou destrói ninhos de andorinhas. As punições podem incluir prisão, multa ou outras penalidades como proibição de fazer contratos com o governo.
Se encontrar uma andorinha machucada, coloque-a com cuidado em uma caixa de papelão com furos para ela respirar. Deixe a caixa em um local escuro e silencioso até que os técnicos especializados cheguem.
As Secretarias Municipais do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade e outros órgãos ambientais dão orientações corretas sobre como lidar com essas situações.
Conviver bem com as andorinhas traz benefícios para todos. Elas controlam os insetos naturalmente e ajudam a manter o equilíbrio do meio ambiente nas cidades. Seguir as regras de proteção garante que essas aves continuem visitando nossa região a cada verão.
*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão
Newsletter
Acorde
bem informado
com as
notícias do campo
Mais lidas de Sustentabilidade
1
CMN adia exigência ambiental, mas endurece outra regra do crédito rural
2
Agro em 2026: crédito verde e regras ambientais mais rígidas
3
Moratória da Soja: AGU pede mais prazo ao STF para manter suspensão de lei de MT
4
Moratória da Soja: produtores comemoram a saída de grandes empresas do acordo
5
BNDES lança edital para destravar certificação de carbono no Brasil
6
Exportações brasileiras de etanol têm o menor desempenho desde 2017
PUBLICIDADE
Notícias Relacionadas
Sustentabilidade
Biodiesel: Brasil tem maior produção da história em 2025 e projeta novo salto
Levantamento da StoneX aponta que avanço das misturas obrigatórias e expansão industrial sustentaram o recorde
Sustentabilidade
Microsoft fecha megacontrato de carbono com Indigo: veja impacto no Brasil
Acordo firmado nos EUA reforça mercado de créditos de carbono e impulsiona um programa já aplicado na produção agrícola brasileira
Sustentabilidade
Mercosul fornecerá dados de desmatamento no acordo com a União Europeia
Produtos da bioeconomia também terão vantagens adicionais no mercado europeu, afirma Ministério do Meio Ambiente
Sustentabilidade
Exportações brasileiras de etanol têm o menor desempenho desde 2017
Por outro lado, as importações do combustível foram as maiores registradas desde 2021
Sustentabilidade
ANP autoriza início de operação da primeira usina de etanol de trigo do Brasil
CB Bioenergia terá capacidade de processar 100 toneladas do cereal por dia e gerar até 12 milhões de litros de etanol hidratado por ano
Sustentabilidade
Corteva e BP criam empresa para produção de óleo para biocombustíveis
Expectativa é de que a operação comece em 2027, com uso em coprocessamento em refinarias e plantas dedicadas à produção de biocombustíveis
Sustentabilidade
Bunge e Mantiqueira firmam acordo por soja de baixo carbono
Parceria envolve fornecimento de 12 mil toneladas de farelo rastreável e incentiva práticas de agricultura regenerativa
Sustentabilidade
Saída de tradings da moratória da soja preocupa Imaflora
Instituto diz que enfraquecimento do pacto pode comprometer metas ambientais e climáticas e prejudicar imagem do agronegócio brasileiro