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Feijão: história, como cultivar e variedades do grão

Conheça mais sobre a história e características do plantio de um dos grãos mais importantes da agricultura brasileira

5 minutos de leitura

02/01/2023

O feijão é um dos alimentos mais comuns no Brasil, e tem uma história que remonta há mais de 7 mil anos. Conheça um pouco mais sobre a história do grão, suas características e números de exportação brasileira.

História do feijão

O feijão é um dos alimentos mais antigos já registrados pela humanidade. Diferentes tipos da planta, mais similares às lentilhas, já eram cultivadas e difundidas no Egito e na Grécia antiga. Pelo seu fácil cultivo e durabilidade, o grão era considerado a comida dos guerreiros e foi transportado por exércitos, se difundindo por todo o mundo.

Os tipos de feijão que conhecemos no Brasil e na América Latina têm uma origem mais próxima. Arqueólogos e botânicos acreditam que os tipos selvagens que deram origem aos feijões atuais têm três centros primários de diversidade genética, ou seja, três pontos de onde teriam derivado as principais espécies que são cultivadas hoje. Os pontos são a América Central, perto do atual México, no sul dos Andes (Peru) e no norte dos Andes (Colômbia).

O feijão se tornou um dos principais alimentos da dieta de diferentes povos indígenas da América Latina, e chegou a Portugal no século 16, onde se espalhou por todo o mundo. Vale ressaltar que outras regiões tem diferentes genótipos do feijão, que era fonte de dietas de diferentes povos antes da chegada do grão americano.

Dessa origem surgiu o que hoje é conhecido como o feijoeiro-comum (Phaseolus vulgaris), essas plantas dão origem a uma grande variedade de feijões, que se adaptam melhor a diferentes regiões e diferentes climas.

O Brasil é um dos países com maior variedade do grão, e onde o feijão tem maior importância alimentar e cultural. Assim, o País alcançou o posto de terceiro maior produtor no mundo, atrás apenas de Índia e Mianmar. Veja os tipos mais comuns de feijão e seus usos principais.

Feijão carioca, tradicional na mesa dos brasileiros. (Fonte: Pixabay/Reprodução)

Tipos mais comuns de feijão do Brasil

1. Feijão preto

Um dos tipos mais tradicionais, o feijão preto compõe um prato típico da culinária brasileira, a feijoada. O grão é mais comum nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, possui alto teor de cálcio e forma um caldo marrom escuro.

2. Feijão carioca

Talvez o tipo mais difundido no Brasil, o feijão carioca é bege com listras marrons e tem preparo fácil, sendo muito usado para a produção de caldos e sopas.

3. Feijão fradinho

O feijão fradinho e o feijão de corda (com características similares e da mesma família) são mais claros e não produzem muito caldo, por isso, são utilizados na composição de acarajés, farofas e saladas.

4. Feijão jalo

O feijão jalo é mais alongado do que os outros tipos e tem uma coloração amarelada. Muito popular em Minas Gerais e em parte do Nordeste, o feijão jalo forma um caldo espesso e tem um sabor suave, quase adocicado.

5. Feijão rajado

De coloração clara, quase esbranquiçada, e cheio de listras, o feijão rajado é similar ao carioca, mas com um sabor mais suave e adocicado. Ele também possui alto teor de minerais e de vitamina B1.

6. Feijão branco

O feijão branco é caracterizado pela sua cor e pelo grão maior do que o convencional. Normalmente é utilizado no preparo de saladas.

7. Feijão rosinha

Apesar do nome, o feijão rosinha é avermelhado, de grão pequeno e sabor bem suave. Também é usado no preparo de saladas e é pouco calórico.

8. Feijão-roxinho

Popular em São Paulo e em Minas Gerais, o feijão-roxinho é pequeno e bastante macio, é um dos tipos de feijão com maior teor de proteínas.

O Brasil exporta 14 tipos diferentes de feijão. (Fonte: Pixabay/Reprodução)

Características do plantio de feijão

A plantação de feijão é fundamental para a alimentação dos brasileiros e para o agronegócio do País. Como tem um ciclo curto, os produtores podem conseguir até três safras em um ano, dependendo da região.

A semeadura da primeira safra ocorre durante o período das águas, entre setembro e novembro. Na segunda safra, acontece no período da seca, entre janeiro a março, e na terceira época (ou outono-inverno), entre maio e julho. Os meses variam de acordo com o Estado, e algumas regiões não possibilitam as três safras, pois os feijoeiros não são muito resistentes ao excesso de água e as geadas.

A temperatura média ideal para a produção de feijão é entre 18ºC e 24ºC, em regiões com média climática diferente pode haver atraso e redução na germinação, atraso no desenvolvimento e abortamento de grãos.

A quantidade de chuvas ideais para a produção de feijão é entre 300 milímetros a 400 milímetros de precipitação, preferencialmente bem distribuída até antes da colheita. Chuvas em excesso podem causar o surgimento de doenças e reduzir o tamanho dos grãos.

A chuva na época da colheita dificulta a retirada do grão e diminui a qualidade do produto. A falta de chuva também causa abortamento de flores e a diminuição da qualidade do grão.

Exportações de feijão

O Brasil tem ganhado destaque com as exportações de feijão. Segundo o Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), o País atingiu o maior número de exportações em 2021, com mais de 200 mil toneladas embarcadas, o que gerou uma movimentação de mais de US$ 1 bilhão para o setor.

Fonte: Rehagro, Myfarm, Portal São Francisco, Logcomez, Livup, Alimentação em Foco, Agropos

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