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Pecuária

Após ano com gripe aviária, setor avícola projeta crescimento para 2026

Associação Brasileira de Proteína Animal afirma que impacto sanitário foi superado e prevê alta na produção e nas exportações

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Paloma Santos | Brasília | paloma.santos@estadao.com

03/12/2025 - 14:16

Foto: Adobe Stock
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A produção brasileira de carne de frango deve alcançar 15,3 milhões de toneladas em 2025, alta de 2,2% em relação ao ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Para 2026, a projeção é de 15,6 milhões de toneladas — avanço de 2%. 

A oferta ao mercado interno deve chegar a 9,98 milhões de toneladas até dezembro: aumento de 3,1% em relação ao ano passado. Para 2026, a expectativa é de 10,1 milhões, alta de 1,2%. Os números foram divulgados nesta quarta-feira, 3, durante coletiva de imprensa, em São Paulo (SP).

As exportações devem fechar 2025 em 5,32 milhões de toneladas, leve alta de 0,5%. Apesar de recuo expressivo dos embarques em maio, após a confirmação do foco de influenza aviária, houve recuperação do patamar médio a partir de agosto. A projeção para vendas externas em 2026 é de 5,5 milhões, avanço de 3,4%. 

Fonte: ABPA

O consumo per capita deve subir para 46,8 quilos em 2025, alta de 2,8%, e alcançar 47,3 quilos em 2026, avanço de 1,2%.

Setor avícola enfrentou ‘maior desafio’ em 2025

Santini afirmou que a confirmação da influenza aviária em maio representou o maior teste para a cadeia produtiva. Segundo ele, a reação coordenada entre produtores, indústria e serviços veterinários garantiu a rápida recuperação do setor — e destacou o comprometimento dos avicultores. “O produtor e a produtora enfrentaram isso com coragem, previsão e biossegurança”, afirmou. 

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O executivo destacou que o País deve fechar o acumulado de janeiro a novembro de 2025 com total entre 4,85 milhões e 4,87 milhões de toneladas exportadas, resultado ligeiramente superior ao registrado no mesmo período de 2024.

O dirigente atribuiu o desempenho à ampliação das negociações para regionalizar restrições sanitárias. Japão, Filipinas, Coreia do Sul, México, Peru, Reino Unido e Vietnã já adotam o modelo. “Estamos muito melhor preparados para enfrentar 2026. Se vier um novo caso, os impactos devem ser menores”, afirmou.

Concorrência recua e aumenta espaço para o frango brasileiro

Em receita, o presidente da ABPA, Ricardo Santini, afirmou que a perda anual deve ficar entre US$ 100 milhões e US$ 150 milhões, valor que classificou como reduzido diante do desempenho de concorrentes. “Chegar a novembro com 0,1% de crescimento nas exportações é um fato fora do comum quando olhamos o que aconteceu com os demais países”, disse.

O volume exportado por importantes concorrentes diminui com os casos de gripe aviária no hemisfério Norte. A União Europeia registrou queda de 1,4% nas vendas externas até agosto, enquanto os Estados Unidos recuaram 7% de janeiro a julho. A ABPA acredita que países como Tailândia e Turquia tendem a ocupar parte desse espaço, mas o Brasil deve seguir como principal fornecedor global.

Dados apresentados durante a coletiva indicam 74 países com casos de influenza aviária e 4.857 registros no período. Santini afirmou que o cenário reforça a necessidade de manter protocolos rígidos de biossegurança.

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