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Café paranaense é reconhecido com Indicação Geográfica do INPI
Brasil chega a 137 IGs reconhecidas, sendo 106 Indicações de Procedência e 31 Denominações de Origem
Redação Agro Estadão
03/07/2025 - 08:00

Produtores de café Mandaguari, no Paraná, conquistaram a Indicação Geográfica (IG) junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Reconhecido com a Denominação de Origem (DO), o produto é a 137ª IG nacional e a 20ª do estado. A DO inclui os municípios paranaenses de Apucarana, Arapongas, Cambira, Jandaia do Sul, Mandaguari e Marialva. A DO Mandaguari é o 19º café brasileiro reconhecido como IG.
Segundo o Sebrae-PR, o café de Mandaguari tem características sensoriais específicas, variando entre sabores cítricos, frutados, notas de chocolate e outras de frutas amarelas e vermelhas. Bactérias encontradas no solo e lavouras da região não consomem o açúcar dos grãos, mantendo a doçura natural da bebida, um diferencial em relação a cafés de outras partes do Brasil. A produção principal é do café natural, tipo arábica e especial.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Café de Mandaguari (Cafeman), Roberto Rosseto, a IG é um caminho para resgatar a cultura do Paraná. “Isso ajuda a fazer o produtor se envolver mais na cultura, faz com que o filho do produtor fique na atividade, fique na agricultura, não precise ir para uma grande empresa, uma grande cidade, mas permaneça e tenha uma renda, uma sustentabilidade dentro da propriedade”, apontou, por meio de comunicado enviado à imprensa pelo Sebrae.
Segundo a coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae, Hulda Giesbrecht, esse reconhecimento pode transformar a região. “A IG estimula o envolvimento de lideranças locais, produtores, agricultores e associações em preservar esse patrimônio, além de abrir mercados dentro e fora do Brasil”, afirmou, também no texto.
O que muda com o selo IG?
O selo garante que somente os cafés produzidos dentro da área geográfica delimitada — e seguindo padrões de qualidade definidos — possam utilizar a denominação “Café de Mandaguari”. Isso protege a reputação do produto, agrega valor ao grão e fortalece a marca regional. Segundo o Sebrae, a certificação fortalece o ecossistema do café no Brasil e contribui para ampliar sua valorização nos mercados interno e externo.
Café com história
Segundo a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do estado, a cafeicultura no Paraná é formada por cerca de 8 mil produtores rurais, sendo que 85% deles são da agricultura familiar. A produção estadual em 2024 deve atingir 713 mil sacas, com a colheita já alcançando 36% em junho.

Em Mandaguari, o café faz parte da identidade local. De acordo com o Sebrae-PR, a cidade é considerada como a Capital do Café do Norte Central do Paraná, sendo o café reconhecido como bebida típica. Com 36,7 mil habitantes, o município também investe no turismo rural, com destaque para a Rota do Café, que permite aos visitantes acompanhar de perto todas as etapas da produção.
Indicações Geográficas
Com o reconhecimento de Mandaguari, o Paraná alcança a marca de 20 produtos com Indicação Geográfica reconhecida pelo INPI, permanecendo como o segundo estado brasileiro com mais selos emitidos, atrás apenas de Minas Gerais. Também possuem o registro:
- carne de onça de Curitiba;
- urucum de Paranacity;
- cracóvia de Prudentópolis;
- mel de Ortigueira;
- queijos coloniais de Witmarsum;
- cachaça e aguardente de Morretes;
- melado de Capanema;
- cafés especiais do Norte Pioneiro;
- morango do Norte Pioneiro;
- vinhos de Bituruna;
- goiaba de Carlópolis;
- mel do Oeste do Paraná;
- barreado do Litoral do Paraná;
- bala de banana de Antonina;
- erva-mate São Matheus;
- camomila de Mandirituba;
- uvas finas de Marialva;
- broas de centeio de Curitiba e
- queijos coloniais do Sudoeste do Paraná.
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