Economia
Mesmo com safra de inverno menor, déficit de armazenagem de milho persiste em MT
Segundo o Imea, "apesar da diminuição, o Estado ainda apresenta uma grande deficiência"
Broadcast Agro
18/06/2024 - 16:10

São Paulo, 18 – Se a colheita de 84,9 milhões de toneladas de milho de inverno na safra 2023/24 se confirmar em Mato Grosso, o Estado enfrentará, novamente, déficit de armazenagem. O alerta é do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em boletim semanal sobre o grão. O instituto cita que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) calcula a capacidade estática de armazenagem no Estado em 49,94 milhões de toneladas, ou 7,92% mais ante 2022/23.
E, quando analisada a estimativa de produção em 2023/24, que deve ser 12,68% menor do que a safra 2022/23, o déficit de armazenagem cai, mas persiste. O recuo do déficit é de 32,98% em relação ao ciclo anterior. “Apesar da diminuição, o Estado ainda apresenta uma grande deficiência”, alerta o Imea.
Segundo o instituto, para se ter ideia, mesmo com o avanço da comercialização da temporada 2023/24 de soja no último mês (maio de 2024), as vendas de milho estão atrasadas em 7,22 pontos porcentuais em relação a igual mês de 2023. “Isso pode indicar um volume maior estocado”, continua. “Por fim, apesar dos investimentos com silos bags observados nas últimas duas safras, o cenário reforça a dificuldade dos produtores com armazenagem em Mato Grosso”, finaliza.
Algodão
O custo de produção para algodão na safra 2024/25 em Mato Grosso caiu 0,48% em maio em comparação com abril, ficando em R$ 9.779,31 por hectare, informou, em boletim, o Imea, com base em dados da Acapa-MT. Em relação ao consolidado da safra 2023/24, o custo também ficou menor, na base de 0,23%.
Segundo o Imea, o recuo ocorreu por causa dos preços mais baixos de fertilizantes e corretivos, sobretudo macronutrientes, que tiveram queda mensal de 0,35%. Em comparação com a safra consolidada de 2023/24, o recuo é de 6,92%.
Da mesma forma, segundo o boletim, o custo operacional efetivo (COE) caiu 0,26% em maio ante abril e ficou estimado em R$ 13.268,28 por hectare em 2024/25. “Diante disso, para que o cotonicultor atinja o Ponto de Equilíbrio (P.E.) do ciclo 2024/25 e consiga cobrir as despesas com o COE, é necessário que ele venda a sua pluma a pelo menos R$ 109,71 por arroba, valor 3,11% menor do que o consolidado no ciclo passado”, diz o Imea. “Por fim, é importante salientar que o preço ponderado negociado da pluma futura (2024/25) está 18,68% superior que o ponto de equilíbrio.”
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