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Suco de laranja dispara, mas a fruta segue pressionada; o que vem pela frente?

Além da laranja, acompanhe as orientações para o mercado de soja, milho, café, algodão e pecuária nos próximos dias

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Sabrina Nascimento | São Paulo | sabrina.nascimento@estadao.com

17/06/2025 - 08:00

Contratos futuros de suco de laranja acumulam altas - contratos futuros de suco, impulsionados pelos estoques baixos no exterior e pela demanda aquecida - Foto: Adobe Stock
Contratos futuros de suco de laranja acumulam altas - contratos futuros de suco, impulsionados pelos estoques baixos no exterior e pela demanda aquecida - Foto: Adobe Stock

Enquanto o suco de laranja registra forte valorização no mercado internacional, a fruta in natura segue pressionada no mercado doméstico. Na última semana, os preços da laranja no físico caíram 0,97%, reflexo de uma demanda mais fraca no varejo interno. 

Por outro lado, os contratos futuros de suco — especialmente para novembro — acumulam alta de 13,05% no mês, impulsionados pelos estoques baixos no exterior e pela demanda aquecida.

CONTEÚDO PATROCINADO

Nesse cenário, a orientação dos especialistas da Markestrat é para o produtor cuidar do padrão produtivo. “O produtor deve priorizar qualidade e rastreabilidade para capturar melhores preços no mercado de suco e acompanhar a introdução de novas variedades precoces, que podem melhorar produtividade e janela de comercialização no médio prazo”, destacam, em relatório. 

Soja

No caso da soja, o cenário é inverso: leve alta de 0,16% no mercado físico na última semana, enquanto os contratos futuros continuam em queda. O quadro é influenciado pela grande oferta no fim da colheita e pelo cenário externo incerto. A recomendação, neste caso, é realizar vendas parciais no físico, sem se comprometer em travar volumes grandes nos futuros, que segue sinalizando baixa.

Milho

O milho mantém o viés de baixa — recuo de 1,91% na semana no mercado físico e de 8,06% no mês, refletindo o avanço da colheita e do clima ainda favorável à produção. Apesar de uma leve recuperação nos contratos futuros ao longo do mês, a semana terminou negativa — quedas entre 1,28% e 2,39%. 

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Diante deste cenário, a Markestrat sugere que o produtor evite vendas no curto prazo no físico e busque fixação parcial nos futuros, apostando em eventuais recuperações moderadas.

Algodão

O algodão também enfrenta um momento de baixa, com queda de 0,54% no físico na semana e até 3,49% nos futuros — pressionado pela safra nos Estados Unidos e por dúvidas sobre produtividade global. A recomendação é não realizar travamentos neste momento, e focar na qualidade da produção, além de acompanhar os impactos no crédito agrícola, que podem afetar a comercialização nos próximos meses.

Café

O café é outra commoditie em baixa. O avanço da colheita pressiona o mercado do grão, que acumula queda mensal de 11% no arábica e de mais de 16% no robusta (conilon). Os contratos futuros também operam no vermelho. 

Neste cenário, a estratégia recomendada pelos especialistas é evitar vendas no curto prazo e apostar na diferenciação, com foco na qualidade e sustentabilidade, que podem garantir melhores remunerações.

Pecuária

O mercado de pecuária apresenta recuperação. O boi gordo subiu 1,51% na semana e 2,43% no mês, sustentado pela menor oferta de animais. O bezerro também valorizou 0,71%, indicando firmeza na reposição. Apesar de uma leve queda nos contratos futuros, novembro segue sendo negociado acima de R$ 340,00. 

A recomendação é aproveitar os bons patamares dos contratos e monitorar os efeitos do novo marco regulatório da fiscalização agropecuária, que pode trazer impactos nas exigências sanitárias e comerciais.

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