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Ação conjunta: técnicos de SP apoiam RS na recuperação agropecuária

Foco inicial é a defesa sanitária estadual com manejo de carcaças de animais mortos; “O status sanitário é algo muito caro para nós”, diz secretário adjunto do RS

3 minutos de leitura

23/05/2024 | 10:06

Por: Sabrina Nascimento

Emater/RS
Fonte: Emater/RS

Com as inundações diminuindo no Rio Grande do Sul, o governo estadual começa a  levantar os danos nas cadeias econômicas afetadas pelas enchentes. No âmbito do setor agropecuário, o estado está recebendo apoio técnico e logístico da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) de São Paulo.

Ao Agro Estadão, o coordenador das Câmaras Setoriais e Temáticas da SAA, José Carlos Faria Jr, explicou que a segunda fase  da campanha ‘Agro SP Solidário’ envolve a mobilização de técnicos das áreas de Extensão Rural, Defesa Agropecuária e Tecnologia da Informação. 

Esses profissionais, cerca de 60 a 100 voluntários, serão divididos em equipes e irão atuar nas regiões mais afetadas do Rio Grande do Sul, auxiliando em necessidades imediatas, como questões sanitárias. “Vamos oferecer suporte para emissões de guias de trânsito animal (GTA), ajudar na liberação para circulação de mercadoria, porque eles estão com dificuldade até de transporte de mantimentos para os animais”, destaca Faria Jr. 

Uma questão importante para a defesa agropecuária é o manejo adequado das carcaças de animais mortos nas enchentes.  Ao Agro Estadão, o secretário adjunto da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do RS, Márcio Madalena, disse que essa área precisa de atenção especial visando o médio e longo prazo. 

“É de extrema importância para a reorganização produtiva e econômica da agropecuária gaúcha. O status sanitário é algo muito caro para nós, conquistado ao longo dos anos”, afirmou Madalena. 

Apoio prioritário  

A crise no Rio Grande do Sul deixou as autoridades locais sem veículos, internet e data centers, dificultando a gestão agropecuária. Com isso, além do apoio de pessoal, também serão enviadas vans, caminhonetes e caminhões munck para transportar materiais essenciais.

“Eles [governo do RS] relataram muito para a gente que produtores da bacia leiteira estão sem condição de receber material. O feno não chega, o milho não chega, não tem como transportar, por isso, é necessário caminhões que fazem esse transporte”, afirma José Carlos. 

As regiões prioritárias para receberem esse apoio são o Vale do Caí, o Vale do Rio Pardo e o Vale do Taquari, locais que foram devastados pelas enxurradas e inundações. E em especial, para suínos, bovinos de leite e aves.

“A região metropolitana [de Porto Alegre] tem uma área produtiva ao entorno que nós estamos observando, dando uma atenção também”, destaca Madalena.

O clima ainda é um desafio 

Apesar das equipes e dos materiais estarem prontos para sair de São Paulo, a definição de quando essa ajuda poderá chegar ao Rio Grande do sul ainda depende das condições climáticas. Fato monitorado constantemente pelo governo gaúcho. 

À reportagem, o secretário do RS disse esperar uma definição do calendário de ações até o fim de semana. 

Mobilização solidária

Com o apoio oferecido pelos estados, o governo gaúcho acredita que será possível oferecer assistência aos produtores. 

“Fizemos cálculos detalhados para avaliar nossa capacidade de trabalho hoje, e estamos muito confortáveis no que tange à questão de que teremos todas as condições necessárias para realizar um bom trabalho de campo”, conta Márcio Madalena.

Somente o estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Agricultura, arrecadou 150 mil litros de água e 500 toneladas de mantimentos, entre alimentos, remédios e utensílios, na primeira fase da campanha Agro SP Solidário. Os itens já foram enviados ao Rio Grande do Sul.

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