PUBLICIDADE

Agricultura

Os sugadores da lavoura e o desafio do controle sustentável

Sugadores da lavoura, como percevejos e mosca-branca, são ameaças silenciosas que drenam a seiva e reduzem drasticamente a produtividade

Nome Colunistas

Redação Agro Estadão*

08/11/2025 - 05:00

Percevejo-marrom. Foto: Adobe Stock
Percevejo-marrom. Foto: Adobe Stock

Os sugadores da lavoura representam uma das principais ameaças para a agricultura brasileira contemporânea. 

Diferentemente das pragas mastigadoras, que causam danos visíveis imediatos, estes insetos atuam de forma silenciosa, extraindo gradualmente a seiva das plantas e comprometendo sua vitalidade. 

CONTEÚDO PATROCINADO

A analogia com sugadores reflete perfeitamente seu comportamento parasitário, que drena literalmente a energia das culturas.

Conheça os principais sugadores de seiva

Os sugadores da lavoura constituem um grupo diversificado de insetos que compartilham um aparelho bucal especializado na perfuração e sucção de seiva. 

Entre os principais grupos destacam-se os percevejos (marrom e barriga-verde), mosca-branca, pulgões e trips, cada um com características específicas.

PUBLICIDADE

O percevejo-marrom representa atualmente a espécie mais problemática para a soja brasileira. Este inseto possui alta capacidade reprodutiva e desenvolve rapidamente resistência aos inseticidas convencionais. 

Por sua vez, a mosca-branca ataca múltiplas culturas simultaneamente, transmitindo mais de 100 tipos de vírus vegetais diferentes.

Os pulgões formam colônias numerosas nas partes mais tenras das plantas, enquanto os trips preferem atacar folhas novas e flores. 

Todos estes organismos são polífagos, ou seja, atacam diversas culturas, tornando-se uma ameaça generalizada para diferentes sistemas produtivos.

Os danos causados pelos sugadores da lavoura

Sugadores da lavoura
Moscas-brancas. Foto: Adobe Stock

A sucção contínua de seiva pelos sugadores causa múltiplos tipos de danos diretos e indiretos. O dano direto resulta da extração de nutrientes essenciais, provocando amarelamento, murcha, deformações foliares e, em casos severos, morte das plantas jovens. 

PUBLICIDADE

Pesquisas da Embrapa demonstram que apenas um percevejo por metro linear pode reduzir a produtividade em até 75 kg de soja por hectare.

O dano indireto, frequentemente mais devastador, ocorre através da transmissão de patógenos. 

A mosca-branca, por exemplo, transmite o vírus da necrose-da-haste em soja, enquanto pulgões disseminam diversos tipos de viroses que comprometem o desenvolvimento normal das culturas.

Adicionalmente, alguns sugadores produzem toxinas durante a alimentação, causando distúrbios fisiológicos que persistem mesmo após o controle da praga. 

Este conjunto de fatores pode resultar em perdas econômicas substanciais, especialmente quando as infestações ocorrem durante períodos reprodutivos das culturas.

PUBLICIDADE

Condições para a proliferação dos sugadores da lavoura

Temperaturas entre 20°C e 30°C, combinadas com umidade relativa média a alta, criam condições ideais para a reprodução acelerada dos sugadores. 

Durante o período de outubro a dezembro, essas condições ambientais se intensificam em diversas regiões produtoras, coincidindo com as fases iniciais de desenvolvimento das culturas de verão.

Períodos de seca seguidos por chuvas irregulares favorecem particularmente o percevejo-marrom, que aproveita a concentração de plantas hospedeiras para estabelecer populações numerosas. 

Simultaneamente, temperaturas elevadas aceleram o ciclo biológico destes insetos, reduzindo o tempo necessário para completar uma geração e aumentando exponencialmente suas populações.

O conhecimento dessas condições permite aos produtores antecipar períodos de risco e intensificar o monitoramento durante janelas climáticas críticas. A instabilidade climática atual, caracterizada por eventos extremos, tem ampliado os períodos favoráveis à proliferação destes organismos.

PUBLICIDADE

O que fazer contra os sugadores da lavoura

Sugadores da lavoura
Pulgões. Foto: Adobe Stock

O monitoramento sistemático constitui a base fundamental para o controle eficiente dos sugadores. A inspeção visual regular deve focar nas partes mais atacadas das plantas: face inferior das folhas, brotos terminais e estruturas reprodutivas. 

Armadilhas adesivas amarelas auxiliam na detecção precoce de adultos voadores, enquanto o pano de batida permite quantificar percevejos presentes na cultura.

O Manejo Integrado de Pragas (MIP) representa a estratégia mais sustentável e eficiente para controlar sugadores. Esta abordagem combina métodos preventivos, biológicos e químicos de forma coordenada. 

O controle biológico utiliza predadores naturais como crisopídeos, coccinelídeos e parasitoides, que mantêm as populações de sugadores em equilíbrio natural.

Quando necessário, o controle químico deve priorizar produtos seletivos que preservem os inimigos naturais. A rotação de princípios ativos previne o desenvolvimento de resistência, enquanto a aplicação direcionada reduz impactos ambientais e custos operacionais.

PUBLICIDADE

Prevenção e boas práticas agrícolas

Sementes tratadas com inseticidas sistêmicos proporcionam proteção inicial contra sugadores durante as fases mais vulneráveis das culturas. Este tratamento cria uma janela de proteção que permite o estabelecimento adequado da cultura antes da chegada das pragas.

A nutrição equilibrada fortalece as plantas e aumenta sua resistência natural aos ataques. Plantas bem nutridas desenvolvem tecidos mais resistentes e recuperam-se mais rapidamente dos danos causados pela sucção de seiva. 

A adubação adequada com fósforo e potássio fortalece especialmente a resistência das plantas.

A eliminação de plantas tigueras e restos culturais remove hospedeiros alternativos que permitem a sobrevivência dos sugadores entre safras. 

Esta prática simples reduz significativamente as populações iniciais de pragas na safra seguinte, diminuindo a pressão sobre as culturas comerciais.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

Siga o Agro Estadão no WhatsApp, Instagram, Facebook, X, Telegram ou assine nossa Newsletter

PUBLICIDADE
Agro Estadão Newsletter
Agro Estadão Newsletter

Newsletter

Acorde bem informado
com as notícias do campo

Agro Clima
Agro Estadão Clima Agro Estadão Clima

Mapeamento completo das
condições do clima
para a sua região

Agro Estadão Clima
VER INDICADORES DO CLIMA

PUBLICIDADE

Notícias Relacionadas

Paraná tem 89% da soja em bom estado e colheita já iniciada

Agricultura

Paraná tem 89% da soja em bom estado e colheita já iniciada

Milho também avança com 93% das lavouras em boas condições e expectativa de rendimentos acima da média histórica, segundo Deral

Novo guia da Embrapa reúne práticas para o cultivo de amendoim

Agricultura

Novo guia da Embrapa reúne práticas para o cultivo de amendoim

Publicação detalha do plantio à comercialização; cultura teve crescimento de 60% na safra 2024/2025

Após 9 anos de crescimento, oferta mundial de arroz deve reduzir em 2026

Agricultura

Após 9 anos de crescimento, oferta mundial de arroz deve reduzir em 2026

Redução de margens, amplos estoques e crédito mais difícil influenciam na produção brasileira 

Exportação mundial de café cresce 3,7% em novembro

Agricultura

Exportação mundial de café cresce 3,7% em novembro

Segundo a OIC, embarques somaram 10,47 milhões de sacas de 60 kg, impulsionados pelo aumento nas vendas de robusta

PUBLICIDADE

Agricultura

Produção de alface movimenta quase R$ 1 bilhão em São Paulo

Pioneiro no cultivo hidropônico, Estado lidera produção e consumo da hortaliça no País

Agricultura

Brasil ganha catálogo inédito de ácaros e carrapatos; veja benefícios para o agro

Levantamento reúne 3.678 espécies e oferece informações sobre pragas agrícolas, organismos benéficos e subsídios para manejo no campo

Agricultura

Goiás bate recorde na produção de grãos na safra 2024/25

Estado colheu 37,3 milhões de toneladas, crescimento de 23,3%; pecuária ampliou presença internacional, aponta Secretaria Estadual de Agricultura

Agricultura

O sistema que faz a lavoura virar floresta e dispensa adubos

O Sistema Agroflorestal Sintrópico (SAS) revoluciona a agricultura brasileira, imitando a natureza para regenerar solos e otimizar a produção

Logo Agro Estadão
Bom Dia Agro
X
Carregando...

Seu e-mail foi cadastrado!

Agora complete as informações para personalizar sua newsletter e recebê-la também em seu Whatsapp

Sua função
Tipo de cultura

Bem-vindo (a) ao Bom dia, Agro!

Tudo certo. Estamos preparados para oferecer uma experiência ainda mais personalizada e relevante para você.

Mantenha-se conectado!

Fique atento ao seu e-mail e Whatsapp para atualizações. Estamos ansiosos para ser parte do seu dia a dia no campo!

Enviamos um e-mail de boas-vindas para você! Se não o encontrar na sua caixa de entrada, por favor, verifique a pasta de Spam (lixo eletrônico) e marque a mensagem como ‘Não é spam” para garantir que você receberá os próximos e-mails corretamente.