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Agricultura

Citricultores de SP têm até quinta para entregar relatório fitossanitário

Documento sobre cancro cítrico e greening é obrigatório para todas as propriedades, independentemente da idade das plantas

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Redação Agro Estadão

13/01/2026 - 10:38

Foto: SAA/Divulgação
Foto: SAA/Divulgação

Termina nesta quinta-feira, 15, o prazo de entrega do relatório cancro/greening. Os citricultores paulistas devem enviar o documento por meio do sistema informatizado de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave) e nele deve estar o resultado das vistorias trimestrais realizadas entre 1.º de julho e 31 de dezembro de 2025 em todas as plantas cítricas da propriedade.

De acordo com a Secretaria de Agricultura, a entrega dos relatórios com dados reais permite que a equipe técnica da Defesa Agropecuária tenha informações precisas sobre a dispersão e incidência de pragas, possibilitando um melhor direcionamento das ações de defesa fitossanitária e de políticas públicas.

CONTEÚDO PATROCINADO

No Estado de São Paulo, a entrega do relatório é obrigatória para todos os produtores independente da idade das plantas e o atraso ou a não entrega sujeita o produtor às sanções previstas no Decreto Estadual Nº 45.211, de 19 de setembro de 2000.

“As informações são necessárias para orientar as ações de Defesa Agropecuária e balizar as políticas públicas do Estado, sempre pensando em garantir a sustentabilidade sanitária do agronegócio paulista. Por isso, é importante que os produtores preencham o relatório declarando de fato o resultado das inspeções”, ressaltou, por meio de nota, a gerente do Programa Estadual de Sanidade dos Citros, Veridiana Zocoler de Mendonça.

O Ministério da Agricultura (Mapa) instituiu, em 2017, o Programa Nacional de Prevenção e Controle ao HLB (PNCHLB) e as medidas de prevenção e controle da doença. No Estado de São Paulo, a eliminação de plantas sintomáticas segue a Resolução SAA 88, de 07 de dezembro de 2021, obrigatória em pomares com idade até oito anos e o monitoramento e controle do Psilídeo em todos os pomares, independente da idade.

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Cancro cítrico

O cancro cítrico é causado pela bactéria Xanthomonas citri pv. citri que ataca todas as variedades e espécies de citros, provoca lesões em folhas, frutos e ramos e, quando em alta incidência, provoca desfolha e queda de frutos.

Desde 2017, São Paulo é reconhecido como área sob Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para o cancro cítrico. Este procedimento possibilita a adoção de medidas fitossanitárias para reduzir o potencial de inóculo da praga e manter um nível apropriado de proteção contra a doença, viabilizando a comercialização de frutos sem sintomas tanto no mercado interno como no mercado internacional.

HLB (greening)

O greening é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp., e disseminado pelo Psilídeo (Diaphorina citri). A doença acomete todas as plantas cítricas, e não tem cura: uma vez contaminada, não é possível eliminar a bactéria da planta, que fica agindo como fonte de inóculo para contaminação de outras plantas. O greening é atualmente a doença que mais ameaça a citricultura no mundo.

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