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Sustentabilidade

Pinhão: uma semente nutritiva e versátil

A araucária e o pinhão são pilares do ecossistema da Mata Atlântica, com valor cultural e histórico para comunidades locais

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Redação Agro Estadão*

15/04/2025 - 08:00

Foto: Adobe Stock
Foto: Adobe Stock

Imagine-se caminhando por uma floresta de araucárias em uma tarde fria de outono no sul do Brasil. Sob seus pés, você ouve o estalo e vê uma pequena semente marrom — é o pinhão, verdadeiro tesouro das regiões frias do país.

O pinhão é mais do que apenas um petisco saboroso. Ele carrega consigo uma importância econômica, nutricional e culinária que merece nossa atenção. 

CONTEÚDO PATROCINADO

Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os principais produtores de pinhão do Brasil. De acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral), a venda e a colheita do pinhão no Paraná movimentaram R$ 22,4 milhões em 2023.

O que é pinhão?

araucária
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

O pinhão é a semente da araucária, uma árvore majestosa e nativa do sul do Brasil. Com sua silhueta característica que se destaca na paisagem, a araucária é mais do que uma fonte de alimento — é um pilar fundamental do ecossistema da Mata Atlântica. 

Sua preservação é crucial para a biodiversidade e para a manutenção do equilíbrio ecológico da região; por isso, sua colheita é permitida somente em alguns meses do ano.

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A semente é fonte de alimento para diverso animais, especialmente durante o inverno, quando outras opções alimentares são escassas. A gralha-azul, por exemplo, consome o pinhão e contribui para a dispersão de suas sementes, ajudando na regeneração das araucárias.

Outros animais, como cutias, pacas, veados e porcos-do-mato, também dependem do pinhão para sua sobrevivência.

A importância da araucária e do pinhão vai além do aspecto ambiental. Eles carregam um valor cultural e histórico inestimável para as comunidades locais. Por gerações, a coleta dessa semente tem sido uma tradição que une famílias e comunidades, especialmente durante o outono e inverno. 

Essa prática fornece sustento e mantém viva uma conexão profunda com a terra e as tradições ancestrais.

Benefícios para a saúde

O pinhão é rico em proteínas, fibras, vitaminas (E, K e do complexo B) e minerais (como manganês, zinco e fósforo).

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Uma das características dessa semente é sua capacidade de fornecer energia de liberação lenta. Isso o torna ideal para atividades físicas prolongadas, mantendo os níveis de energia estáveis por mais tempo. 

Além disso, uma publicação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que o consumo regular desse alimento pode auxiliar na saúde cardiovascular e no controle do colesterol.

O pinhão também é um aliado no controle do peso. Sua alta concentração de fibras promove a sensação de saciedade, ajudando a reduzir a ingestão calórica total. Já o amido resistente presente nessa semente nativa pode contribuir para a prevenção de doenças crônicas, como diabetes-tipo 2.

Pinhão na culinária

pinhão
Foto: Gilson Abreu/AEN

A versatilidade do pinhão na culinária é surpreendente. A forma mais tradicional de consumo é cozido em água e sal, um preparo simples que realça seu sabor único e textura agradável. No entanto, as possibilidades vão muito além.

Assado na chapa ou no forno, o pinhão ganha uma nova dimensão de sabor, com notas tostadas que o tornam irresistível. 

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Na culinária salgada, ele se transforma em ingrediente estrela de pratos como a paçoca de pinhão, farofas crocantes, risotos cremosos e recheios saborosos para carnes e aves.

Surpreendentemente, o pinhão também encontra seu lugar no universo dos doces. Bolos, tortas e até mousses ganham um toque especial com a adição dessa semente versátil. 

A criatividade dos chefs e cozinheiros caseiros eleva o pinhão a novos patamares gastronômicos, provando que essa iguaria merece um lugar de destaque na culinária brasileira contemporânea.

Possibilidades de comercialização

A comercialização do pinhão no Brasil apresenta diversas oportunidades para produtores rurais e empreendedores.

Estudos realizados pela Embrapa Florestas resultaram no primeiro protocolo de qualidade e rastreabilidade do pinhão, visando melhorar a qualidade e a rastreabilidade do produto, o que pode impulsionar a criação de um selo de Indicação Geográfica (IG).

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Com isso, o mercado está se expandindo. A venda para restaurantes, especialmente aqueles focados em culinária regional e de alta gastronomia, tem crescido significativamente. 

Além disso, indústrias de alimentos têm demonstrado interesse crescente nos pinhões como ingrediente para produtos processados.

Para agregar valor ao produto, produtores podem investir em embalagens atrativas e informativas, destacando a origem e os benefícios nutricionais do pinhão. 

O processamento mínimo, como a venda de pinhões já cozidos e embalados a vácuo, é outra forma de agregar valor e conveniência ao produto. Essa abordagem não apenas aumenta a vida útil do pinhão, mas também atende à demanda por alimentos práticos e prontos para o consumo.

O pinhão, além de ser uma semente nutritiva e versátil, é um elo vital na preservação da biodiversidade e na manutenção das tradições culturais do sul do Brasil. Sua importância vai além do prato, conectando a saúde, a sustentabilidade e o sustento de comunidades locais.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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