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Sustentabilidade

Amaggi aposta em agricultura regenerativa para gerar créditos de carbono

Projeto será realizado em parceria com a Naturall Carbon para geração de créditos de carbono em 25 mil hectares

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Sabrina Nascimento | São Paulo | sabrina.nascimento@estadao.com

04/04/2025 - 14:17

Foto: Amaggi/Divulgação
Foto: Amaggi/Divulgação

A Amaggi, uma das maiores empresas do agronegócio do Brasil, lançou um projeto de agricultura regenerativa para geração de créditos de carbono. A iniciativa vai ser conduzida em parceria com a Naturall Carbon, uma fintech de clima com sede no Reino Unido. 

Inicialmente, o projeto será desenvolvido em uma fazenda da Amaggi em Rondônia, com uma área agricultável de 25 mil hectares. Futuramente, novas fazendas da empresa podem ser incluídas, ampliando a iniciativa.

CONTEÚDO PATROCINADO

A certificação do projeto será realizada pela Verra, utilizando a metodologia VM 0042, ALM. Essa metodologia, basicamente, quantifica as reduções de emissões de gases de efeito estufa e remoções de carbono orgânico do solo resultantes da adoção de práticas melhoradas de gestão de terras agrícolas. Tais práticas envolvem melhorias na aplicação de fertilizantes, resíduos de biomassa e gestão de água, práticas de plantio e colheita de culturas comerciais e de cobertura e pastagem.

O projeto vai partir de uma linha de base composta por pastagens degradadas e culturas com manejo convencional, que serão transformadas por meio de práticas regenerativas como o sistema de plantio direto, rotação de culturas e uso de culturas de cobertura. “Essa abordagem permite capturar CO₂ da atmosfera via fotossíntese e armazenar no solo, melhorando a fertilidade, a biodiversidade e a matéria orgânica, além de aumentar a produtividade das lavouras”, destaca o comunicado da Amaggi. 

Segundo Juliana Lopes, diretora de ESG, Comunicação e Compliance da Amaggi, a iniciativa impulsiona um agronegócio mais sustentável e comprometido com o futuro. “A AMAGGI experimenta em suas próprias fazendas essas práticas e avança no monitoramento dos seus impactos, atuando em conjunto com entidades renomadas de pesquisa para engajar o produtor rural parceiro na adoção das melhores soluções encontradas”, afirma em nota. 

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No futuro, produtores rurais parceiros da Amaggi também poderão fazer parte do projeto.

Créditos de carbono

Os créditos de carbono gerados serão quantificados por meio de um processo que combina a medição direta de amostras físicas do solo com modelagem computacional avançada baseada em processos biogeoquímicos. 

Segundo a companhia, esse método é calibrado e validado por especialistas, permitindo uma estimativa precisa da remoção e armazenamento de carbono no solo ao longo do tempo. O projeto contará ainda com monitoramento contínuo utilizando tecnologias de geoprocessamento e sensoriamento remoto para acompanhar a evolução das práticas regenerativas e assegurar a integridade, transparência e rastreabilidade dos créditos de carbono.

Os créditos de carbono gerados neste projeto serão do tipo “remoção”, ou seja, resultam da captura e armazenamento do CO₂ já presente na atmosfera, em vez de apenas evitar novas emissões. Além disso, serão baseados na natureza, o que significa que essa remoção ocorrerá por meio de processos naturais, como o reflorestamento, a recuperação de ecossistemas ou práticas agrícolas que aumentam a fixação de carbono no solo. Isso diferencia esses créditos dos chamados créditos de “evitação”, que apenas impedem que mais carbono seja emitido, mas não removem o que já está na atmosfera.

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