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Economia

Recuperações judiciais superam clima como ameaça ao agro, diz secretário do Mapa

Guilherme Campos Júnior aponta estabilidade das commodities e risco de crime organizado como fatores de alerta

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Sabrina Nascimento | São Paulo | sabrina.nascimento@estadao.com

11/09/2025 - 10:49

Foto: Sabrina Nascimento/Agro Estadão
Foto: Sabrina Nascimento/Agro Estadão

Atualmente, as recuperações judiciais são mais preocupantes para o agronegócio do que a questão climática. Essa é a avaliação do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Guilherme Campos Júnior. Conforme o Agro Estadão noticiou, as recuperações são vistas como uma porta de entrada para atuação de organizações criminosas no setor agropecuário.

Segundo Campos Júnior, o quadro no campo é agravado ainda pela estabilidade do preço das commodities agrícolas. “Eu diria que as recuperações judiciais são mais preocupantes que a própria questão climática. Juntando com esse cenário de commodities com os preços estáveis para baixo”, afirmou Campos, durante o Agro Summit 2.0, organizado pelo Bradesco BBI nesta quinta-feira, 11. 

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Apesar do quadro alarmista, na visão do secretário, a taxa de câmbio dá um certo alívio para os agricultores, com perspectivas positivas para o encerramento de 2025. “O Brasil se acerta e vai se acomodando ao longo do tempo. Eu tenho certeza que essa acomodação ao longo deste ano será muito satisfatória para todo o setor”, afirmou. 

Brasil mais competitivo 

Durante o evento, o representante do Mapa também mencionou as tarifas de 50% que os Estados Unidos (EUA) impôs sobre as exportações brasileiras. A medida norte-americana está em vigor há mais de um mês, atingindo setores relevantes do agronegócio, como café, carnes e frutas.

Para o secretário, os EUA estão preocupados com a competitividade do Brasil por conta da capacidade de produção ainda disponível por aqui. “Eles [EUA] estão no limite do que podem plantar, do que podem produzir. Nós ainda temos muito, mas muito para contribuir na eficiência, na produtividade e na segurança alimentar do mundo, além da produção de energia”, destacou. 

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