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Economia

Gripe aviária: “Não haverá impacto para a cadeia produtiva”, afirma CNA

Confederação vai encaminhar comunicado às embaixadas, esclarecendo medidas de contenção adotadas

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Paloma Santos | Brasília

22/05/2025 - 18:40

Foto: CNA/Divulgação
Foto: CNA/Divulgação

O presidente da Comissão Nacional de Aves e Suínos da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Adroaldo Hoffman, afirmou nesta quinta-feira, 22, que o foco de gripe aviária registrado no Rio Grande do Sul não causará impactos à cadeia produtiva. A declaração ocorreu após reunião da Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA.

“A gente entende que, pela robustez que temos no nosso consumo interno, nós não sofreremos impacto algum”, disse o presidente da comissão. Segundo ele, mais de 70% da produção de proteína avícola no Brasil é destinada ao mercado interno, o que garante estabilidade mesmo diante de restrições temporárias às exportações.

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Entre os encaminhamentos anunciados por Hoffman, está um comunicado oficial que será enviado pela CNA às embaixadas dos países importadores da carne de aves brasileiras, reforçando a segurança e o controle sanitário do setor produtivo nacional. “Nós vamos mostrar para o mundo que isso foi uma fatalidade e que vamos continuar com o nosso controle de sanidade animal”, afirmou.

Hoffman destacou, ainda, que o país tem um dos sistemas mais rigorosos de biossegurança do mundo. “Não existe no mundo um controle robusto igual o do Brasil na questão sanitária. Então, nós somos referência”, disse.

Vazio sanitário e consumo

Nesta quinta-feira, começou o período de vazio sanitário, com duração de 28 dias, essencial para que o Brasil retome o status de livre da doença. O executivo afirmou que a expectativa é boa. “A gente confia tanto no Mapa como nos órgãos estaduais de controle de sanidade animal”, declarou.

Aos consumidores, o recado foi taxativo: “Não existe risco algum de você comer o frango e comer o ovo. Então, que a gente continue consumindo como sempre fez.”

Hoffman concluiu garantindo que a entidade continuará reforçando junto aos produtores a importância de manter os protocolos. “Vamos revisar tudo, fazer o nosso dever de casa, e o Brasil vai voltar a exportar como sempre fez historicamente”, garantiu.

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