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Economia

Fundecitrus reduz estimativa para a safra da laranja 2025/2026

Produção esperada para o cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro é de 294,81 milhões de caixas

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Broadcast Agro

10/12/2025 - 16:15

Nova projeção representa uma queda de 3,9% em relação aos números apurados em setembro. Foto: Adobe Stock
Nova projeção representa uma queda de 3,9% em relação aos números apurados em setembro. Foto: Adobe Stock

A produção de laranja 2025/26, no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, deve atingir 294,81 milhões de caixas de 40,8 kg, segundo estimativa do Fundecitrus, divulgada hoje. O resultado corresponde a uma queda de 3,9% em comparação com a previsão de 10 de setembro, que apontava produção de 306,74 milhões de caixas, e de 6,3% em relação à estimativa do dia 10 de maio, que indicava produção de 314,60 milhões de caixas. A Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) é realizada pelo Fundecitrus em parceria com o professor titular (aposentado) da FCAV/Unesp José Carlos Barbosa.

Segundo comunicado do Fundecitrus, as duas principais razões para a redução da safra são a diminuição do tamanho dos frutos, em virtude da escassez de chuva, e a elevação da projeção da taxa de queda, de 22% para 23%, por causa do aumento da severidade da doença greening, do ritmo da colheita e das próprias condições climáticas.

CONTEÚDO PATROCINADO

A precipitação média acumulada no cinturão citrícola de maio a novembro de 2025 foi de 392 milímetros, 20% a menos do que a média histórica (1991-2020), de 489 milímetros, disse o Fundecitrus com base em dados da Climatempo. A região de Porto Ferreira (SP) foi a única que registrou volume pluviométrico acima da média histórica (2%). No Triângulo Mineiro, o déficit foi de 47% em relação à média histórica e, em Bebedouro (SP), de 40%.

Até o momento da divulgação da estimativa de setembro, o ritmo de colheita indicava que uma parcela significativa da safra da variedade pera seria colhida após a chegada das chuvas mais intensas previstas para a primavera. No entanto, a precipitação média de setembro no cinturão citrícola foi de apenas 20 milímetros, volume 70% abaixo da média histórica. E as chuvas de outubro só se intensificaram a partir da segunda quinzena. “Esse cenário prolongou o período de estiagem observado nos meses anteriores e afetou negativamente o desenvolvimento dos frutos colhidos nesse período”, explicou o Fundecitrus.

Com isso, considerando a média de todas as variedades, os frutos devem ser colhidos com 4 gramas a menos do que o peso projetado em setembro. Portanto, o número médio de laranjas necessárias para completar uma caixa de 40,8 kg aumenta de 258 (158 gramas por fruto) para 265 frutos (154 gramas por fruto).

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Para as variedades hamlin, westin e rubi, e para o grupo das outras precoces, o número de frutos se mantém estável, em 305 frutos por caixa (134 gramas por fruto) e 272 frutos por caixa (150 gramas por fruto), respectivamente. A pera, que estava projetada em 261 frutos por caixa (156 gramas por fruto), altera para 267 frutos por caixa (153 gramas por fruto). A quantidade de laranjas por caixa para as variedades valência e folha murcha aumenta de 235 frutos por caixa (174 gramas por fruto) para 248 frutos (165 gramas por fruto). A variedade natal foi revisada de 242 frutos por caixa (169 gramas por fruto) para 248 frutos (165 gramas por fruto).

Queda de frutos

Conforme o Fundecitrus, a severidade média de greening no cinturão citrícola, que saltou de 19% em 2024 para 22,7% em 2025, reduzindo em cerca de 35% o potencial produtivo do parque, constitui a principal explicação para a elevação da projeção da taxa de queda de 22% na reestimativa passada para 23% nesta reestimativa.

Também concorrem para a elevação o ritmo da colheita e o clima. Para que atingissem a maturidade ideal e fossem colhidos em seu melhor momento, os frutos permaneceram mais tempo nas árvores. Além disso, ventos fortes atípicos foram registrados no mês de setembro em todo o cinturão citrícola, com rajadas de 50 a 90 km/h, que, somados ao déficit hídrico, contribuíram para o aumento da queda de frutos.

O diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, disse na nota que a combinação entre clima desfavorável e incremento da severidade média do greening causaram impacto direto na produtividade do setor. “A taxa de crescimento da doença vem caindo, mas a severidade média está aumentando. Hoje, 26,5% das laranjeiras com greening apresentam sintomas em mais de 75% da copa. Quando esse alastramento do greening pelas copas das árvores se junta ao déficit hídrico, a taxa de queda de frutos tende a aumentar”, analisou.

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