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Economia

Doenças de casco em bovinos: conheça as principais e aprenda a prevenir

Doenças de casco em bovinos representam um desafio econômico para produtores, exigindo atenção ao manejo, nutrição e condições ambientais

Nome Colunistas

Redação Agro Estadão*

25/01/2025 - 08:00

Foto: Adobe Stock
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A saúde dos cascos é fundamental para a produção de bovinos, tanto de leite quanto de carne. As doenças de casco são um problema comum e podem causar perdas econômicas significativas para os produtores. 

Segundo dados da Embrapa, essas afecções podem reduzir a produção de leite em até 20% e causar perdas de peso em bovinos de corte, impactando diretamente a rentabilidade da atividade pecuária.

O que são as doenças de casco em bovinos?

As doenças de casco são problemas que afetam a estrutura do casco dos bovinos, comprometendo sua saúde e bem-estar. Essas afecções podem ser causadas por diversos fatores, como manejo inadequado, nutrição desbalanceada e condições ambientais desfavoráveis. 

É importante ressaltar que as doenças de casco podem afetar bovinos de todas as idades e raças, sendo necessária uma atenção constante por parte dos produtores e profissionais da área.

Principais causas das doenças de casco

As doenças de casco em bovinos podem ter diversas origens, sendo as principais:

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Manejo inadequado: O excesso de umidade nos currais, a falta de limpeza e a presença de pisos abrasivos contribuem para o surgimento de problemas nos cascos. Ambientes sujos e úmidos favorecem a proliferação de bactérias e fungos, aumentando o risco de infecções.

Nutrição desbalanceada: Deficiências de vitaminas e minerais, bem como o excesso de carboidratos na dieta, podem comprometer a saúde dos cascos. Uma alimentação inadequada afeta a qualidade do tecido córneo, tornando os cascos mais suscetíveis a lesões e infecções.

Fatores genéticos: Algumas raças de bovinos podem ter predisposição genética a problemas de casco, como conformação inadequada ou qualidade inferior do tecido córneo.

Condições ambientais: Climas quentes e úmidos favorecem o crescimento de bactérias e fungos, aumentando o risco de infecções nos cascos. Além disso, terrenos irregulares ou com muitas pedras podem causar lesões mecânicas.

Infecções: Bactérias, fungos e vírus podem causar lesões nos cascos, aproveitando-se de condições favoráveis para se multiplicar e invadir os tecidos.

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Principais doenças de casco em bovinos

Foto: Adobe Stock

Dermatite Interdigital (Pododermatite)

A dermatite interdigital é uma inflamação da pele entre os dedos dos bovinos. Os sintomas incluem inchaço, vermelhidão e dor na região afetada. Essa condição é geralmente causada por bactérias que proliferam em ambientes úmidos e sujos. 

O tratamento envolve a limpeza da área afetada, aplicação de antibióticos tópicos e, em casos mais graves, o uso de antibióticos sistêmicos.

A dermatite interdigital pode se tornar crônica se não for tratada adequadamente, levando a problemas mais sérios como a erosão de talão. 

Em rebanhos leiteiros, essa condição pode ser particularmente problemática, pois o estresse do ambiente de ordenha e a exposição frequente a pisos úmidos aumentam o risco de recorrência.

Laminite

A laminite é uma inflamação das lâminas sensíveis do casco, que pode levar a danos permanentes se não tratada adequadamente. Os sintomas incluem claudicação severa e dificuldade de locomoção. 

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As principais causas são o excesso de carboidratos na dieta e situações de estresse. O tratamento inclui ajustes na alimentação, uso de anti-inflamatórios e, em alguns casos, intervenção cirúrgica.

A laminite pode ocorrer em formas aguda, subaguda ou crônica, cada uma com suas próprias características e desafios de tratamento. Na forma crônica, pode haver deformação permanente do casco, afetando a qualidade de vida do animal a longo prazo. 

Erosão de Talão

A erosão de talão é caracterizada por lesões na parte posterior do casco. Os sintomas incluem desgaste excessivo e formação de fissuras no talão. As principais causas são a umidade excessiva e a falta de higiene nos ambientes onde os animais permanecem. 

O tratamento envolve a correção do ambiente, casqueamento corretivo e, em alguns casos, o uso de protetores de casco.

A erosão de talão pode ser particularmente problemática em sistemas de produção intensiva, onde os animais passam muito tempo em pisos de concreto ou em áreas com alta concentração de dejetos. 

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Abscessos de Casco

Os abscessos de casco são acúmulos de pus dentro do casco, causando dor intensa e claudicação. Os sintomas incluem inchaço, dor localizada e, em alguns casos, a presença de secreção purulenta. 

As causas mais comuns são lesões penetrantes e infecções secundárias. O tratamento consiste na drenagem do abscesso, limpeza da área afetada e uso de antibióticos quando necessário.

Os abscessos de casco podem se desenvolver rapidamente e causar dor severa, levando a uma queda abrupta na produção de leite ou ganho de peso. Em alguns casos, podem evoluir para infecções mais graves se não forem tratados prontamente.

Doença da Linha Branca

A doença da linha branca é caracterizada pela separação entre a parede do casco e a sola. Os sintomas incluem claudicação e dor ao caminhar. As principais causas são lesões mecânicas e manejo inadequado. 

O tratamento envolve o casqueamento corretivo, remoção do tecido afetado e, em alguns casos, a aplicação de bandagens protetoras.

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A doença da linha branca pode ser particularmente desafiadora porque muitas vezes não é detectada até que se torne grave. Ela pode ser exacerbada por condições ambientais que enfraquecem a estrutura do casco, como umidade excessiva ou exposição a substâncias químicas irritantes.

Como identificar as doenças de casco?

A observação diária dos animais é fundamental para identificar precocemente os sinais de doenças de casco. Os principais sinais de alerta incluem:

  • Claudicação (mancar) ou dificuldade para se locomover;
  • Inchaço ou vermelhidão nos cascos;
  • Presença de lesões, feridas ou secreções anormais;
  • Mudança no comportamento do animal, como apatia ou falta de apetite.

Além desses sinais visíveis, é importante estar atento a mudanças sutis no comportamento dos animais. 

Por exemplo, vacas leiteiras com problemas de casco podem passar mais tempo deitadas, reduzir a frequência de visitas ao cocho de alimentação ou apresentar queda na produção de leite antes mesmo de demonstrar claudicação evidente. 

O uso de tecnologias como pedômetros ou sistemas de monitoramento de atividade pode ajudar na detecção precoce dessas mudanças comportamentais, permitindo uma intervenção mais rápida e eficaz.

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Prevenção de doenças de casco em bovinos

A prevenção é a melhor estratégia para evitar problemas de casco em bovinos – Foto: Adobe Stock

As principais medidas preventivas incluem:

Manejo adequado: Manter os currais limpos e secos, evitando o acúmulo de umidade e sujeira. É importante também evitar pisos abrasivos e realizar o casqueamento preventivo regularmente.

Nutrição balanceada: Fornecer uma dieta equilibrada, com níveis adequados de vitaminas e minerais, especialmente biotina, zinco e cobre, que são essenciais para a saúde dos cascos.

Higiene: Realizar a limpeza e desinfecção dos cascos regularmente, removendo o excesso de sujeira e matéria orgânica que pode acumular entre os dedos.

Pedilúvio: Utilizar soluções desinfetantes em pedilúvios estrategicamente posicionados nas áreas de maior circulação dos animais. Essa prática ajuda a prevenir infecções e manter a saúde dos cascos.

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Seleção genética: Escolher animais com boa conformação de cascos e histórico familiar de baixa incidência de problemas podais.

Uma estratégia de prevenção eficaz também deve incluir um programa de treinamento contínuo para os funcionários da fazenda. 

Isso garante que todos estejam capacitados para identificar sinais precoces de problemas de casco e implementar as medidas preventivas corretamente. 

Além disso, a realização de auditorias regulares de saúde dos cascos no rebanho pode ajudar a identificar tendências e ajustar as estratégias de prevenção conforme necessário.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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