Economia
Você ainda confunde cachaça com aguardente? Veja a explicação definitiva
A nossa cachaça é uma aguardente de cana-de-açúcar, com crescimento de produção de 29% em 2024
Redação Agro Estadão*
14/08/2025 - 08:00

A distinção entre cachaça e aguardente é um tema que frequentemente gera dúvidas. Compreender as diferenças legais e de mercado entre essas bebidas é essencial para quem atua no setor, ao impactar diretamente na produção, comercialização e valorização do produto.
Antes de mergulharmos nas especificidades, é interessante notar o crescimento significativo da produção de cachaça no Brasil.
De acordo com o Anuário da Cachaça 2025, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a produção nacional registrada alcançou 292,459 milhões de litros em 2024, representando um aumento de 29,58% em relação ao ano anterior.
Esse dado ressalta a relevância econômica e a expansão do setor, tornando ainda mais importante o entendimento preciso sobre o que define cada bebida.
O que é aguardente?
Aguardente é um termo abrangente que se refere a diversas bebidas destiladas. Essas bebidas são obtidas através da fermentação e posterior destilação de vegetais ricos em açúcares ou amido.

A variedade de aguardentes é vasta, incluindo:
- Aguardente de uva (como a grappa italiana ou a bagaceira portuguesa);
- Aguardente de frutas (por exemplo, o kirsch de cereja ou o calvados de maçã);
- Aguardente de cereais;
- Aguardente de cana-de-açúcar.
Cada tipo de aguardente possui características únicas, determinadas pela matéria-prima utilizada e pelo processo de produção.
O que é a cachaça?

A cachaça, por sua vez, é um tipo específico de aguardente produzida unicamente a partir da cana-de-açúcar, com características bem definidas e protegidas por lei. Ela é exclusivamente brasileira e sua produção segue regulamentações rigorosas.
O Decreto nº 6.871/2009 e a Instrução Normativa nº 13/2005 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) estabelecem os padrões de identidade e qualidade da bebida.
Um aspecto técnico importante é o teor alcoólico da cachaça, que deve estar entre 38% e 48% em volume, medido a 20°C. Essa especificação técnica é um dos fatores que distinguem a cachaça de outras aguardentes de cana-de-açúcar.
Por que essa diferença importa para o produtor?

Primeiramente, o registro correto do produto junto ao MAPA é essencial. Classificar erroneamente uma aguardente como cachaça, ou vice-versa, pode resultar em penalidades e impedir a comercialização do produto.
A denominação cachaça confere um status de Indicação Geográfica, agregando valor significativo ao produto nos mercados nacional e internacional. Isso diferencia a cachaça de outras aguardentes de cana, potencialmente aumentando sua competitividade e preço de venda.
Além disso, a produção de cachaça exige a adesão a Boas Práticas de Fabricação (BPF) específicas. Essas práticas garantem a qualidade, a segurança alimentar e a autenticidade do produto, aspectos cada vez mais valorizados pelos consumidores.
É importante destacar que existem programas governamentais e linhas de fomento específicas para produtores de cachaça. Esses incentivos reconhecem a importância cultural e econômica da bebida para o Brasil.
Portanto, estar em conformidade com as definições legais pode abrir portas para apoio financeiro e técnico.
*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão
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