Cotações

Leite/Emater/MG: preço ao produtor chegou ao “fundo do poço” e deve reagir

Para o assessor técnico da Emater, Alexandre Gonzaga de Paula, em nota, a cotação do produto provavelmente chegou “ao fundo do poço” e deve começar a reagir. Ele cita a desaceleração da alta dos custos de produção, iniciada no ano passado.

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16/02/2024

Por: Broadcast Agro

Leite sendo derramado no galão com vaca ao fundo
Foto: Adobe Stock

São Paulo, 16/02/2024 – Pesquisa da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) mostra que na primeira semana de fevereiro o preço do litro de leite pago ao produtor no sul do Estado era 18% menor que em igual período de 2023. A região é a maior produtora, com 17% do total ofertado no Estado. Para o assessor técnico da Emater, Alexandre Gonzaga de Paula, em nota, a cotação do produto provavelmente chegou “ao fundo do poço” e deve começar a reagir. Ele cita a desaceleração da alta dos custos de produção, iniciada no ano passado. “Já houve um alívio nos preços do concentrado, principalmente farelos de soja e milho, ração e polpa cítrica. E como voltou a chover em fevereiro, a perspectiva é de melhora na produção do milho e da soja, o que deve reduzir as cotações”, disse.

Ainda conforme a Emater, a forte pressão importadora, que pressionou os preços do leite no mercado interno durante o ano de 2023, também deve ser reduzida, com a mudança no cenário econômico da Argentina, um dos maiores concorrentes do Brasil na produção leiteira. Quanto ao consumo interno, o especialista acredita que a gradativa redução das taxas de juros no Brasil deverá ser um incentivo a mais para o aumento do consumo interno do leite e derivados. “E, pela lei da oferta e da procura, naturalmente essa maior demanda deve contribuir para melhorar os preços recebidos pelos produtores”, disse na nota.

Segundo a Emater, Minas Gerais é o maior produtor de leite do Brasil, com 27,1% do total – dados de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O segundo estado no ranking é o Paraná, com 12,9%, e o terceiro, o Rio Grande do Sul, com 11,8%.

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