Cotações
Colheita no Brasil e fatores externos pressionam trigo e algodão
Diante de oferta elevada, consultoria Markestrat reforça a tendência de retração nos preços aos produtores
Redação Agro Estadão
22/09/2025 - 12:36

As cotações domésticas e internacionais do trigo seguem pressionadas pela alta oferta do cereal. No mercado físico, a queda dos preços é justificada pelo avanço da colheita da cultura de inverno. Com isso, a tonelada do cereal recuou 0,74% na última semana, saindo de R$ 1.269,72 para R$ 1.260,31. No mês, as perdas acumuladas chegam a quase 2% no mês.
Adiciona-se ao quadro de pressão a projeção de aumento de produção de trigo na União Europeia e no Reino Unido. Na última semana, a associação comercial de grãos (Coceral) elevou para 147,4 milhões de toneladas sua estimativa de produção na região. Se confirmado, o volume será 17% superior ao colhido no ano passado, além de ser o maior em 10 anos. Diante desse quadro, a consultoria Markestrat reforça a tendência de retração nos preços aos produtores.
Viés de baixo também no algodão
Outra cultura que acompanha um movimento de queda nos preços é o algodão. Refletindo a influência do petróleo e pressões externas, as cotações registram recuo de mais de 7% no mercado doméstico no acumulado de setembro, até a última semana. Nos contratos futuros, as oscilações negativas variam entre 3,67% e 5,21%.
Além dos fatores externos, por aqui, os avanços das máquinas no campo levam pressão ao mercado. “A colheita avança em ritmo acelerado, com Mato Grosso liderando em produtividade e percentual colhido, enquanto alguns estados já finalizam a safra”, destaca a consultoria.
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