Clima
La Niña perde força e dá lugar ao El Niño no segundo semestre, aponta NOAA
Início do período de neutralidade climática já é esperado no próximo mês
Redação Agro Estadão
13/03/2026 - 11:33

A agência climática dos Estados Unidos (NOAA) apontou que o fenômeno La Niña está chegando ao fim e ainda emitiu um alerta oficial de El Niño para o segundo semestre de 2026. Segundo um boletim do centro de previsão climática da agência, divulgado na quinta-feira, 12, há 62% de chance de o El Niño se configurar entre junho e agosto e se manter pelo menos até o final do ano.
Segundo os modelos oficiais da NOAA, no trimestre julho–agosto–setembro, a probabilidade sobe para 72%. Em agosto–setembro–outubro, chega a 80%. No fim do ano, entre outubro e dezembro, a probabilidade de um El Niño ativo atinge 83%.
Atualmente, o fenômeno La Niña ainda está presente no Pacífico equatorial, mas já mostra sinais claros de enfraquecimento. Em fevereiro, as temperaturas da superfície do mar permaneceram abaixo da média no Pacífico equatorial centro-leste, uma das principais características do fenômeno.
Mesmo com a presença da La Niña, os cientistas observam um aumento do calor nas águas abaixo da superfície do Pacífico equatorial. Isso, segundo eles, é um sinal de que o sistema oceano-atmosfera está mudando de padrão. “Esse calor armazenado no oceano tende a subir à superfície nos próximos meses, favorecendo o aquecimento característico do El Niño”, traz o boletim.
Os modelos climáticos indicam que a transição para condições neutras do ENSO deve ocorrer já no próximo mês, com maior probabilidade de neutralidade entre maio e julho de 2026, estimada em cerca de 55%. Caso o El Niño se confirme no segundo semestre, os cientistas ainda não conseguem determinar com precisão a intensidade do fenômeno. As projeções atuais indicam cerca de uma chance em três de que o evento seja forte no final do ano, com aquecimento igual ou superior a +1,5 graus no índice Niño entre outubro e dezembro.
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