Clima
Fevereiro termina com chuva; veja o mapa das condições hídricas das lavouras
Excesso de chuva no Tocantins e em áreas de Minas Gerais, com volumes acima de 100 mm, contrasta com a restrição hídrica no Rio Grande do Sul
Redação Agro Estadão
25/02/2026 - 14:17

A última semana de fevereiro ainda será de muita chuva em grande parte do Brasil. De acordo com o relatório de acompanhamento de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as chuvas volumosas seguem pelo menos até 2 de março.
É o caso do Norte do País, que deve receber elevado volume de chuva, com exceção em Roraima, Amapá e Noroeste do Pará. No Maranhão, Piauí, Ceará, sertão de Pernambuco e Bahia, a previsão também é de bons volumes, podendo ultrapassar 80 mm em algumas áreas.
Já na região que compreende o Matopiba, a manutenção da umidade no solo seguirá favorecendo o desenvolvimento das lavouras. Em boa parte do Tocantins, por exemplo, os acumulados podem superar 100 mm, podendo atrapalhar os trabalhos de colheita da soja.

No Centro-Oeste, de acordo com a Conab, há previsão de volumes acima de 80 mm no Norte e Nordeste de Mato Grosso, em grande parte de Goiás e em áreas da metade Norte de Mato Grosso do Sul. As chuvas tendem a beneficiar os cultivos de primeira safra em enchimento de grãos e os de segunda safra em desenvolvimento, embora possam atrasar a colheita da soja e o plantio do milho em algumas localidades.
No Sudeste, são previstas chuvas intensas em Minas Gerais, Espírito Santo e Norte de São Paulo. Os maiores impactos ocorrem no Espírito Santo e nas regiões Norte, Centro e Oeste de Minas Gerais, onde os acumulados superam os 100 mm. Nas demais áreas paulistas, os volumes devem ser menores. De modo geral, as condições são favoráveis aos cultivos de primeira safra, além do café e da cana-de-açúcar.
Na Região Sul, a previsão é de pouca chuva e altas temperaturas, cenário que favorece a primeira safra em maturação e a colheita. Com a umidade ainda disponível no solo, as condições tendem a ser positivas para o manejo e o desenvolvimento da maior parte das lavouras. No Rio Grande do Sul, porém, permanece a restrição hídrica nas áreas de sequeiro, especialmente no Noroeste, Centro-Oeste e Sul do Estado.
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