Clima
Corredor de umidade gera alerta vermelho de chuva forte no País; veja onde
Sistema provoca temporais no Sudeste, Centro-Oeste, Norte e parte do Nordeste; No oeste de SP e no Triângulo Mineiro, temperaturas seguem mais elevadas
Redação Agro Estadão
21/01/2026 - 09:25

Nesta semana, a atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), faixa de nuvens que se estende da Amazônia ao Sudeste e organiza a umidade típica do verão, mantém o tempo instável em boa parte do Brasil. Há risco de temporais, volumes elevados de chuva e rajadas de vento. A análise é da meteorologista Lívia Caetano, da Climatempo.
Segundo a meteorologista, a presença contínua desse corredor de umidade favorece a formação de nuvens carregadas a partir desta quarta-feira, 21, sobretudo entre a tarde e a noite. “O destaque é para o risco de chuva forte e persistente, com volumes elevados em áreas do Sudeste e do Centro-Oeste”, afirma.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho (de grande perigo) para acumulado de chuva em áreas do leste de Minas Gerais, Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro, válido até às 23h59 desta quarta.
Sudeste
A atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul favorece chuva desde as primeiras horas desta quarta-feira , 21, com intensidade moderada a forte. O risco de temporais é maior na metade norte do Rio de Janeiro, no Espírito Santo e em grande parte de Minas Gerais.
Segundo o Inmet, há previsão de chuva superior a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia, o que eleva significativamente o risco de alagamentos extensos, transbordamento de rios e deslizamentos de encostas, especialmente em áreas urbanas e regiões de relevo acidentado.

De acordo com Lívia Caetano, há atenção especial para o volume acumulado. “Os maiores acumulados se concentram no leste de Minas Gerais e em áreas do Espírito Santo”, diz. No litoral e no leste de São Paulo, a influência do mar mantém a chuva ao longo do dia. No interior paulista, o calor contribui para a formação de instabilidades a partir da tarde.
No oeste de São Paulo e no Triângulo Mineiro, as temperaturas seguem mais elevadas. A umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 30% no oeste paulista. Rajadas de vento entre 40 e 50 quilômetros por hora são esperadas em áreas de São Paulo, sul de Minas Gerais, litoral norte do Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo.
Região Sul
No Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná, a chuva ocorre de forma fraca e persistente na faixa litorânea nesta quarta-feira. À tarde, instabilidades isoladas podem atingir o norte gaúcho e áreas do oeste e do interior catarinense. Nas demais regiões, o tempo fica mais firme, com sol entre nuvens.
As temperaturas sobem mais no oeste da região. No leste e nas áreas de serra, seguem amenas. A umidade relativa do ar entra em atenção no norte do Paraná, com índices abaixo de 30%. Rajadas de vento entre 40 e 50 quilômetros por hora atingem a metade leste do Rio Grande do Sul, além do leste e norte do Paraná e do norte de Santa Catarina.
Centro-Oeste
No centro-norte de Mato Grosso, em Goiás e no Distrito Federal, o tempo permanece instável nesta quarta-feira, com chuva que ganha força à tarde. Pancadas moderadas a fortes atingem grande parte da região, com risco de temporais.
No norte de Mato Grosso do Sul, a chuva pode ocorrer com maior intensidade. No restante do estado, o tempo fica mais aberto, com chance de precipitação fraca e isolada. O calor predomina, mas a nebulosidade reduz a elevação das temperaturas em áreas de Goiás. A umidade relativa do ar entra em atenção no leste e interior sul-mato-grossense, com índices abaixo de 30%.
Nordeste e Norte
O tempo segue instável no Maranhão, Piauí, Ceará e oeste de Pernambuco, com risco de temporais, especialmente no interior. No centro-sul e oeste da Bahia, as pancadas associadas à Zona de Convergência do Atlântico Sul se intensificam à tarde.
No Norte, o sistema mantém o tempo instável em estados como Amazonas, Pará, Acre, Rondônia e Tocantins, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais. As temperaturas permanecem elevadas em toda a região.
Tendência para os próximos dias, segundo o Inmet
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, a instabilidade observada nesta quarta-feira deve persistir até domingo, 25, com o segundo episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul de 2026, que deve manter chuvas frequentes no Norte, Centro-Oeste e Sudeste.

Os maiores acumulados são esperados em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, sul do Amazonas, Rondônia, Tocantins, Minas Gerais, sudoeste da Bahia, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com volumes que podem superar 250 milímetros em sete dias. No Norte, também há previsão de chuva intensa no Amapá, influenciada pela Zona de Convergência Intertropical.
No Nordeste, a chuva se concentra no sul do Maranhão, oeste da Bahia e oeste do Piauí, enquanto grande parte do interior permanece mais seco, com queda da umidade do ar. No Centro-Oeste, o norte da região concentra os maiores volumes; em Mato Grosso do Sul, a tendência é de tempo mais seco.
No Sudeste, Minas Gerais e Espírito Santo seguem sob risco de chuva persistente ao longo da semana. Já no Sul, a previsão é de tempo mais firme, com pouca chuva e umidade relativa do ar baixa.
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