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Lula: se não for agora, Brasil não assinará o acordo Mercosul-UE

Declaração foi dada em reunião ministerial na Granja do Torto; Brasil havia concordado com adiamento para possibilitar assinatura

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Broadcast Agro

17/12/2025 - 16:42

Lula se reuniu nesta quarta-feira com ministros na Granja do Torto. Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
Lula se reuniu nesta quarta-feira com ministros na Granja do Torto. Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse nesta quarta-feira, 17, que teve informações de que a União Europeia não conseguirá aprovar o acordo com o Mercosul a tempo da assinatura no próximo sábado, 20. Em tom duro, Lula afirmou que, se o acordo não for assinado agora, “o Brasil não fará mais acordo” enquanto ele for presidente.

A declaração ocorreu durante reunião ministerial na Granja do Torto. Lula reclamou do fato de a reunião do Mercosul ter sido adiada de 2 para 20 de dezembro a pedido da União Europeia, justamente para que fosse possível a assinatura.

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“É importante lembrar que nessa reunião do Mercosul, que era para ser dia 2 de dezembro, mudei para 20 de dezembro porque a União Europeia pediu, porque só conseguiria aprovar o acordo no dia 19. Agora, estou sabendo que eles não vão conseguir aprovar. Está difícil, porque Itália e França não querem fazer por problemas políticos internos”, afirmou o presidente.

“Eu já avisei para eles que, se a gente não fizer agora, o Brasil não fará mais acordo enquanto eu for presidente. Faz 26 anos que a gente espera esse acordo, que é mais favorável para eles do que para nós. O Macron não quer fazer por causa dos agricultores deles, a Itália não quer fazer não sei por quê”, completou, acrescentando que, se não houver a assinatura agora, o governo será duro daqui para frente. 

“Nós do Brasil trabalhamos muito para aceitar esse acordo e passar uma ideia, em um momento em que o presidente dos Estados Unidos quer fragilizar o multilateralismo e fortalecer o unilateralismo. Mostrar ao mundo que um PIB de US$ 22 trilhões estava fazendo um acordo para defender o multilateralismo”, afirmou o presidente brasileiro. “Vou para Foz do Iguaçu na expectativa de que os europeus digam ‘sim’. Mas, se disserem ‘não’, vamos ser duros daqui para frente com eles. Nós cedemos a tudo o que era possível a diplomacia ceder”, declarou.

Lula adiantou que viajará à Índia no início do ano que vem e que sua última viagem internacional de 2026 será à Coreia do Sul. Disse que não pretende ir à reunião do G7 porque estará em “franca campanha”.

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