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Agricultura

Vilão da inflação, preço do tomate despenca no fim de 2025

Mesmo com a queda recente, a relação preço e custo de produção seguiu favorável ao produtor em 2025; veja as perspectivas para o próximo ano

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Redação Agro Estadão

26/12/2025 - 08:00

Alta produtividade do tomate foi favorecida pelo uso intensivo de tecnologia e por cultivares resistentes. Foto: Adobe Stock
Alta produtividade do tomate foi favorecida pelo uso intensivo de tecnologia e por cultivares resistentes. Foto: Adobe Stock

Por muito tempo apontado como um dos principais vilões da inflação dos alimentos, o tomate viveu em 2025, um momento oposto ao que o consumidor brasileiro se acostumou a ver. Em novembro, os preços do produto registraram recuo de 26,15% na comparação com outubro, refletindo um cenário de maior oferta nos principais mercados do país.

Segundo o 12º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a retração foi observada nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país e acabou sendo repassada ao varejo, conforme aponta a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, elaborada pela Conab em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O atual cenário de preços baixos ocorre mesmo com uma redução significativa da área cultivada em 2025. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP) mostram que a área cultivada com tomate no Brasil passou de 19.487 hectares na safra 2024/25 para 17.272 hectares em 2025/26, retração de 8,9%.

CONTEÚDO PATROCINADO

Isso ocorreu porque, apesar da área menor, a produção não caiu na mesma proporção em alguns períodos, especialmente no inverno. A alta produtividade foi favorecida pelo uso intensivo de tecnologia e pela maior adoção de cultivares resistentes, o que ajudou a sustentar a oferta e pressionar os preços.

Preço e custo de produção

Em 2025, os preços do tomate começaram o ano em queda, refletindo a elevada produtividade favorecida por temperaturas mais amenas. A partir de março, porém, o cenário mudou: a combinação de menor área plantada, problemas fitossanitários e clima quente e seco nas principais regiões produtoras sustentou uma reação consistente dos preços ao longo do inverno. 

Esse movimento se estendeu até o segundo semestre e voltou a perder força. Entre julho e novembro, com maior disponibilidade do produto, os preços voltaram a recuar, atingindo média de R$ 52,16 por caixa.

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Mesmo com a queda recente, a relação entre preço e custo de produção foi bastante favorável ao produtor em 2025. Entre março e junho, período de maior valorização, o tomate foi comercializado, em média, a R$ 83,53 por caixa, frente a um custo estimado em R$ 42,42, o que representou margem próxima de 80% sobre o custo de produção, aponta o Cepea/Esalq-USP.

Perspectivas para 2026

Para 2026, a sinalização do Cepea é de prudência por parte dos produtores. Muitos ainda enfrentam restrições financeiras, dívidas não totalmente liquidadas e dificuldades na contratação de mão de obra. Além disso, o aumento da adoção de tecnologias, embora eleve a produtividade, também exige maior investimento inicial.

No caso do tomate destinado à indústria, o cenário também limita a expansão. A recuperação dos estoques globais e internos de polpa reduz o incentivo para novos plantios, o que deve manter a área controlada no próximo ciclo.

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