Agricultura
Região da Nova Alta Paulista ganha selo de Indicação Geográfica para o café
Café foi o principal responsável pelo desenvolvimento da região desde o início do século passado
Redação Agro Estadão
16/10/2025 - 18:59

O café arábica da região da Nova Alta Paulista, no oeste do Estado de São Paulo, conquistou o reconhecimento de Indicação Geográfica (IG). O selo recebido é do tipo Indicação de Procedência, ou seja, atesta a forma de produção do café arábica dessa região, o que permite agregar valor aos negócios.
O registro foi dado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) na última semana e abrange 30 cidades de São Paulo. Porém, nem todas produzem café: apenas 23 têm cafeicultores. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), os produtores das outras localidades que retomarem o cultivo de café arábica e seguirem as regras do caderno de especificações também poderão utilizar a IG.
A lista dos municípios é composta por:
- Adamantina;
- Arco-Íris;
- Dracena;
- Flórida Paulista;
- Herculândia;
- Iacri;
- Inúbia Paulista;
- Irapuru;
- Junqueirópolis;
- Lucélia;
- Mariápolis;
- Monte Castelo;
- Nova Guataporanga;
- Osvaldo Cruz;
- Ouro Verde;
- Pacaembu;
- Parapuã;
- Rinópolis;
- Sagres;
- Salmourão;
- São João do Pau d’Alho;
- Tupã;
- Tupi Paulista.
A gestão da Indicação Geográfica será responsabilidade da Associação dos Produtores Rurais de Pacaembu e Região (Aprup). Dos mais de mil cafeicultores da região, mais de 100 já manifestaram interesse em utilizar o selo.
“O resultado é o reconhecimento da região como produtora de café desde o início do século passado, firmando-se o uso do nome geográfico ‘Nova Alta Paulista’ a partir dos anos 1970, assegurando sua relevância e notoriedade no contexto da produção cafeeira regional”, destacou o INPI em nota.
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