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Agricultura

Estiagem reduz produtividade do feijão no Rio Grande do Sul

Emater estima 26 mil hectares na 1ª safra de feijão, mas já sinaliza perdas; confira ainda como estão as lavouras de soja, milho e arroz do Estado

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Redação Agro Estadão

25/12/2025 - 08:00

Há relatos de abortamento de flores e de queda de vagens em lavouras de feijão no Estado | Foto: Adobe Stock
Há relatos de abortamento de flores e de queda de vagens em lavouras de feijão no Estado | Foto: Adobe Stock

A estiagem registrada nas últimas semanas no Rio Grande do Sul provocou perdas irreversíveis na produtividade e na qualidade do feijão do Estado. A área plantada nesta safra de verão é estimada em 26.096 hectares, segundo projeção da Emater/RS-Ascar, mas as adversidades climáticas têm comprometido o potencial produtivo da cultura.

De acordo com o último boletim conjuntural da Emater, a produtividade média estimada é de 1.779 quilos por hectare, porém há relatos de abortamento de flores e queda de vagens em formação, sobretudo em áreas que ingressavam na fase reprodutiva. Apesar do quadro fitossanitário ser considerado satisfatório, o tempo seco também favoreceu a ocorrência de ácaros em lavouras isoladas, exigindo controle químico. “Porém, há riscos de perdas significativas nesta safra de feijão”, alerta a entidade.

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Na região de Pelotas, os plantios escalonados destinados ao autoconsumo foram retomados, mas as lavouras apresentam grande heterogeneidade de estádios: 41% estão em fase vegetativa, 26% em florescimento, 27% em enchimento de grãos, 5% em maturação e 1% já colhido.

Em Soledade, de acordo com a Emater, as chuvas não foram suficientes para reverter os efeitos do clima seco, associado a temperaturas elevadas. As perdas ainda não foram quantificadas, mas se concentram em áreas de solos rasos e compactados. Já na região de Santa Maria, cerca de 80% das lavouras estão em fase reprodutiva, com aproximadamente 15% da área colhida. O rendimento médio regional é estimado em 1.414 quilos por hectare.

Demais culturas

Enquanto o feijão enfrenta dificuldades, outras culturas de verão avançam com melhores perspectivas após o retorno das chuvas. A semeadura do arroz está em fase final no Estado, restando menos de 5% da área projetada de 920.081 hectares pelo Instituto Riograndense do Arroz (Irga). A produtividade média é estimada em 8.752 quilos por hectare.

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Na soja, o plantio alcançou 89% dos 6,74 milhões de hectares previstos, com predominância de lavouras em desenvolvimento vegetativo. Segundo a Emater, o escalonamento do plantio, provocado pela falta de chuvas em outubro e novembro, pode reduzir riscos produtivos diante da possibilidade de novos períodos de estiagem associados ao fenômeno La Niña.

O milho também apresenta cenário heterogêneo. O déficit hídrico reduziu o potencial produtivo em áreas de sequeiro, especialmente nas lavouras que atravessaram o período reprodutivo sob estresse. Atualmente, 90% da área estimada de 785 mil hectares está semeada, com produtividade média projetada em 7.370 quilos por hectare. Nas áreas irrigadas, os impactos foram parcialmente atenuados.

Já o milho para silagem teve situação estabilizada após as chuvas, embora a recomposição hídrica ainda seja considerada parcial. A área destinada à cultura deve atingir 366 mil hectares, com produtividade estimada em 38.338 quilos por hectare.

As pastagens, tanto nativas quanto cultivadas, apresentaram melhora na oferta e na qualidade em função das chuvas e do aumento das temperaturas, beneficiando a bovinocultura de corte e a ovinocultura.

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