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Agricultura

Com avanço de genéricos, Syngenta encerra produção global de paraquat

No Brasil, o uso do paraquat está proibido desde 2020, após decisão da Anvisa

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Redação Agro Estadão

05/03/2026 - 12:06

Foto: Adobe Stock
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A Syngenta anunciou nesta semana que irá encerrar sua produção global de herbicidas à base de paraquat. A ação deve ser concluída até o fim de junho. Conforme a companhia, a decisão foi tomada após uma revisão interna de ativos e diante do avanço de fabricantes de versões genéricas do produto em diversos mercados. 

No Brasil, a Anvisa proibiu o ingrediente ativo em 2020. A proibição baseou-se em estudos que comprovaram riscos à saúde, incluindo toxicidade reprodutiva, lesões pulmonares e graves efeitos crônicos, proibindo sua aplicação em lavouras como soja, milho e algodão.

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O paraquat foi desenvolvido há mais de 60 anos pela Imperial Chemical Industries, empresa que posteriormente deu origem à Syngenta após uma série de fusões no setor químico. Ao longo das décadas, o herbicida se tornou amplamente utilizado no controle de plantas daninhas em diferentes sistemas agrícolas.

Atualmente, o produto é comercializado pela empresa em poucos mercados e responde por menos de 1% das vendas globais do grupo. Em comunicado, a companhia afirmou que a decisão de deixar o negócio está relacionada à forte concorrência de produtores de genéricos e à baixa contribuição do produto para o faturamento. “Esta decisão visa concentrar nossos recursos onde eles geram maior valor para nossos negócios e nossos clientes”, afirmou Mike Hollands, presidente da Syngenta no Reino Unido e chefe global de Produção e Suprimentos.

Como parte do processo de interrupção da produção, a companhia iniciou um programa para descontinuar a fabricação do paraquat na unidade de Huddersfield, no Reino Unido. A fábrica abriga a única planta global dedicada à produção do ingrediente ativo. Uma unidade menor e multiprodutos localizada no mesmo complexo também terá suas atividades encerradas.

Segundo a empresa, o complexo britânico passará por avaliação para receber novos investimentos voltados ao desenvolvimento e à produção de soluções agrícolas mais avançadas. Atualmente, o Reino Unido concentra mais de dois mil funcionários da multinacional suíça. O grupo está distribuído em seis unidades que atuam nas áreas de pesquisa, desenvolvimento, produção e cadeia de suprimentos.

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