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Pecuária

Quantos anos pode viver um boi?

A longevidade de 18 a 22 anos dos bovinos impacta a rentabilidade do rebanho

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Redação Agro Estadão*

07/07/2025 - 08:00

Foto: Adobe Stock
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A longevidade dos bovinos influencia diretamente a produtividade, a rentabilidade e o planejamento do rebanho. Ao entender esse aspecto, os criadores podem tomar melhores decisões sobre manejo, reprodução e descarte.

Um exemplo notável de longevidade bovina é a vaca “Big Bertha”, registrada no Guinness Book of World Records. Essa extraordinária vaca viveu por 48 anos e deu à luz impressionantes 39 bezerros, demonstrando o potencial de vida e produtividade desses animais em condições ideais.

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Quantos anos pode viver um bovino?

Em condições ideais, em média um bovino vive entre 18 e 22 anos. No entanto, é fundamental diferenciar a expectativa de vida natural da expectativa de vida produtiva. 

A primeira refere-se ao potencial máximo de vida do animal, enquanto a segunda representa o período em que o bovino é economicamente viável para produção, seja de carne, leite ou reprodução.

Na prática, a vida produtiva é geralmente menor que a vida natural devido a fatores de manejo e ao propósito da criação, sendo diferente para bovinos de corte e leiteiros.

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Para bovinos de corte, embora possam viver muitos anos, o abate ocorre em idades mais jovens, geralmente entre 30 e 48 meses, conforme dados da Embrapa. Essa prática visa otimizar a qualidade da carne e a eficiência produtiva.

Já para bovinos leiteiros, a longevidade está diretamente ligada à vida produtiva, ou seja, aos ciclos de lactação. Após certa idade, por volta dos 10 anos, a produção de leite pode declinar, levando ao descarte do animal, mesmo que ainda tenha potencial de vida.

Fatores determinantes que influenciam quantos anos pode viver um bovino

quantos anos pode viver um bovino
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Nutrição e manejo alimentar adequado

Uma dieta balanceada e acesso constante a água de qualidade são fundamentais para a saúde e longevidade dos bovinos. É essencial suprir as necessidades nutricionais em diferentes fases da vida do animal, como cria, recria, engorda, lactação e gestação. 

Uma nutrição inadequada pode comprometer a imunidade e aumentar a suscetibilidade a doenças, reduzindo significativamente a expectativa de vida do animal.

Sanidade e programas de saúde preventiva

A implementação de um calendário de vacinação rigoroso, controle eficiente de parasitas internos e externos, e medidas de biossegurança são cruciais para a longevidade bovina. 

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O acompanhamento veterinário regular permite o diagnóstico precoce e o tratamento adequado de doenças, contribuindo para uma vida mais longa e saudável. Órgãos oficiais como a Embrapa e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) fornecem diretrizes sanitárias importantes para os produtores.

Genética e seleção de rebanho

A escolha de raças e indivíduos com boa genética para longevidade e resistência a doenças impacta diretamente a vida útil do rebanho. 

Selecionar animais adaptados às condições locais é essencial para garantir uma maior expectativa de vida e produtividade. Investir em genética de qualidade pode resultar em animais mais resistentes e longevos.

Bem-estar animal e ambiente

Um ambiente adequado, que inclui espaço suficiente, sombreamento, conforto térmico e manejo de estresse, influencia significativamente a saúde e longevidade dos bovinos. O estresse crônico pode comprometer o sistema imunológico e reduzir a vida produtiva. 

Portanto, proporcionar condições que minimizem o estresse é fundamental para aumentar a expectativa de vida do rebanho.

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Por que saber quantos anos pode viver um bovino é importante?

Entender a longevidade dos bovinos é essencial para a rentabilidade da propriedade rural. Essa compreensão permite:

  • Reduzir custos com reposição de animais;
  • Melhorar a produtividade acumulada ao longo da vida do animal;
  • Maximizar o retorno sobre o investimento em genética e manejo.

Além disso, conhecer o potencial de vida dos bovinos ajuda na consolidação de um rebanho mais adaptado e produtivo. Produtores que investem em práticas que promovem a longevidade tendem a ter animais mais saudáveis e economicamente viáveis por períodos mais longos.

Ao considerar a expectativa de vida natural e produtiva dos bovinos, os criadores podem desenvolver estratégias de manejo mais eficientes. 

Isso inclui decisões sobre o momento ideal para descarte, investimentos em melhoramento genético e implementação de práticas que prolonguem a vida útil do rebanho.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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