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Economia

Nutrição de vacas gestantes é chave para mais produtividade, diz especialista

Suplementação estratégica durante as três fases da gestação impactam diretamente a eficiência do sistema produtivo e a qualidade da carne

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Sabrina Nascimento | São Paulo

05/02/2025 - 08:00

Foto: Adobe Stock
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Garantir a nutrição adequada para fêmeas bovinas gestantes é essencial para elevar a qualidade do rebanho e a produtividade na pecuária. Especialistas indicam que a alimentação das matrizes durante a gestação tem impacto direto no desenvolvimento dos bezerros, influenciando o desenvolvimento e desempenho do animal. 

“A nutrição adequada faz com que esses animais tenham uma maior quantidade de células musculares e de gordura, o que melhora o desempenho e resulta em uma carne de melhor qualidade”, explicou Renata Helena Branco, pesquisadora do Instituto de Zootecnia do estado de São Paulo (IZ-Apta), ao Agro Estadão. 

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Segundo a pesquisadora, enquanto uma parcela de pecuaristas está atenta à suplementação estratégica, outros ainda negligenciam os cuidados, colocando as vacas gestantes em pastos de baixa qualidade. “Quando visitamos fazendas e pedimos para ver a vacada, muitas vezes encontramos esses animais no pior pasto disponível. Isso prejudica não apenas o desenvolvimento fetal, mas também o desempenho reprodutivo da vaca no futuro”, destaca a pesquisadora

Para garantir uma nutrição adequada e bons resultados de produção, a pesquisadora ressalta que é importante atender a necessidade nutricional específica da gestação bovina, que é dividida em três fases. 

Primeira fase da gestação é a mais importante

A primeira fase da gestação bovina coincide com a produção de leite, por isso, as exigências são mais altas. “Tem vacas que produzem até 10 litros de leite por dia e, ao mesmo tempo, estão gestando. Essa fase demanda uma dieta rica em proteína e energia, pois só o pasto e o sal mineral muitas vezes não suprem essas necessidades”, afirma Branco. 

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Ainda de acordo com a pesquisadora, no segundo período, o foco deve estar na recuperação do peso das vacas, garantindo que elas atinjam uma condição corporal adequada para o parto, o que contribui para o retorno ao cio mais rápido e melhora a eficiência reprodutiva. 

E, no último trimestre, é necessário ajustar a dieta devido ao crescimento acelerado do bezerro, que demanda mais nutrientes, e à redução do espaço ruminal da matriz, ocasionada pela compressão exercida pelo feto. Nesse estágio, é importante investir em suplementações mais energéticas para atender às necessidades nutricionais e evitar perda de condição corporal.

De volta à ativa mais cedo

Além dos benefícios diretos à saúde e ao peso dos bezerros, a nutrição adequada das vacas gestantes proporciona ganhos financeiros ao pecuarista. “Bezerros bem nutridos desmamam mais pesados, atingem o peso de abate mais rapidamente e têm carcaças de maior qualidade. Além disso, se a vaca parir em boa condição corporal, retorna ao cio mais rápido e emprenha mais cedo, otimizando todo o sistema de produção”, destaca a pesquisadora do IZ-Apta. 

A especialista pontua ainda que o manejo nutricional adequado começa pelo cuidado com o pasto. “O pasto é o alimento mais barato para o gado, mas precisa ser tratado como uma lavoura, com correção de solo e adubação. Depois disso, entram as suplementações estratégicas, que devem ser adaptadas à região e à época do ano”. Ela reforça que o investimento na nutrição das fêmeas gestantes é altamente rentável e crucial para aumentar a competitividade da pecuária brasileira.

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