Economia
EUA caem para 7º lugar entre destinos da carne bovina brasileira em agosto
Do outro lado, China se mantém como principal comprador ao passo que México, Rússia e Chile ampliam suas importações
Redação Agro Estadão
04/09/2025 - 17:56

Depois de perder a segunda posição na lista de maiores compradores da carne bovina brasileira, os Estados Unidos (EUA) fecharam o mês de agosto em sétimo lugar no ranking de destino das exportações do setor.
Conforme os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), nesta quinta-feira, 04, em agosto, os EUA importaram 639,6 mil toneladas de carne bovina — recuo de 46,2% na comparação anual. O volume rendeu a sexta maior receita para o Brasil: US$ 375,6 milhões.
O resultado contrasta com o desempenho de outros mercados que ampliaram suas compras, como México (+300%), Rússia (+109%), Chile (+32%), Filipinas (+28%) e Egito (+18%).
No mês, a China seguiu como o principal destino da carne bovina brasileira:
| Posição | País | Volume (kg) | Valor (US$) |
| 1º | China | 15.805.504,9 | 887.436.275 |
| 2º | México | 13.301.006,6 | 75.224.350 |
| 3º | Rússia | 12.405.883,5 | 60.687.120 |
| 4º | Chile | 12.405.883,5 | 66.676.262 |
| 5º | Filipinas | 10.334.469,2 | 48.709.397 |
| 6º | Egito | 6.944.958,1 | 33.792.986 |
| 7º | EUA | 6.944.958,1 | 33.792.986 |
Recorde
Apesar do desempenho norte-americano, as exportações totais de carne bovina bateram um novo recorde no mês, atingindo o maior volume médio da história: 12,788 mil toneladas por dia — 29,41% maior em comparação com o mesmo período do ano passado (9,8 mil toneladas).
Houve aumento ainda no preço médio em dólar por tonelada, que avançou 26,3% no comparativo com agosto do ano passado, para US$ 5,6 mil. Em real, o salto é de 21%, com a média saindo de cerca de R$ 25 mil para R$ 30,3 mil por tonelada.
Com aumento no preço e no volume, a receita gerada pelos embarques foi a maior para um mês de agosto: R$ 8,15 milhões.
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