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Frango: uma semana após Newcastle, cotações seguem sem grandes alterações

Após Mapa descartar novos casos suspeitos e declarar fim do foco da doença, mercado aguarda suspensão de restrições internacionais, sobretudo da China

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Rafael Bruno - atualizada às 12h35 | São Paulo | rafael.bruno@estadao.com

26/07/2024 - 11:03

Foto: Adobe Stock
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Pouco mais de uma semana após a confirmação de um foco da doença de Newcastle numa granja comercial de frangos no município de Anta Gorda, no Rio Grande do Sul, o mercado segue de olho nos resultados sanitários e nas reações dos países importadores da proteína brasileira. 

No cenário interno, até o momento, não foram observadas alterações significativas. Conforme o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o mercado do frango vivo ainda se depara com estabilidade nos preços.

Nesta quinta-feira, 25, o quilo do animal continuou precificado a R$ 5,30 no mercado paulista. No sistema integrado de Ponta Grossa, Paraná, e do Rio Grande do Sul, a cotação seguiu em R$ 4,00/kg. 

“Importante destacar que o dia foi de boas notícias relacionadas à doença de Newcastle, o caso foi uma ocorrência isolada, todos os testes realizados após o primeiro [caso] tiveram resultados negativos para a doença. Diante disso o governo [federal] passou a reduzir as restrições ligadas ao autoembargo”, comenta Iglesias.

Após descartar, nesta semana, 5 casos suspeitos no estado gaúcho e considerar o fim do foco da doença, o ministério da Agricultura e Pecuária segue otimista quanto à retomada do fluxo normal dos embarques. Nesta sexta-feira, 26, o Mapa informou que foi encaminhada para a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) a notificação da conclusão do foco de Newcastle no Brasil. Com a medida, o governo brasileiro aguarda a retirada da suspensão, por parte dos países importadores, para retomada total das exportações de carnes de aves e seus produtos.

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Na véspera desse encaminhamento à OMS, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, já havia ressaltado a importância da divulgação das análises em torno do caso isolado da doença e comentado a expectativa quanto à retomada internacional.

“Era um resultado já esperado pelos produtores. Agora, a atenção está em torno dos avanços do inquérito epidemiológico e das tratativas para o restabelecimento integral do fluxo de exportação. Precisamos de máxima agilidade para o retorno da normalidade”, destacou Santin.

Sobre o cenário internacional, Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, chama atenção quanto a China, que ainda não retomou as compras brasileiras. Calcula-se que, em aproximadamente 30 dias de embargo, o país asiático pode deixar de comprar 40 mil toneladas da proteína brasileira.

O Brasil é, atualmente, o maior exportador de carne de frango do mundo. No segundo trimestre, os embarques superaram em 12,1% os dos três primeiros meses do ano e em 4,1% os de abril a junho do ano passado, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados e analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Apesar dos resultados positivos apresentados pela Agricultura, o setor segue em alerta. De acordo com publicação do Cepea, nesta sexta-feira, 26, uma eventual suspensão das compras de carne de frango brasileira que exceda os 21 dias do embargo já imposto pelo próprio País, pode resultar em um aumento acentuado da disponibilidade interna da proteína, seguido de fortes quedas de preços, podendo, inclusive, afetar a relação de competitividade com as concorrentes bovina e suína. Diante disso, no curto prazo, pesquisadores do Centro de Estudos explicam que devem ocorrer ajustes no alojamento de aves.

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No mercado atacadista, por ora, os preços das proteínas avícolas seguem estáveis. Nesta quinta, no atacado da grande São Paulo, o quilo do frango congelado esteve cotado a R$ 7,03, em média, mesmo valor observado há um mês. 

Cenário semelhante ao observado pela consultoria Safras. Fernando Iglesias explica que a tendência no decorrer deste fim de mês no atacado é de queda nos preços, mas ressalta se tratar de uma reação sazonal. “Importante destacar que este movimento não está relacionado a quaisquer consequências relacionadas ao caso de Newcastle, é basicamente um movimento sazonal comum a essa época do mês em que a demanda é menos aquecida”, explica o analista, que ainda aponta para uma primeira quinzena de agosto com maior demanda, impulsionada pelo pagamento de salários e o Dia dos Pais. 

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