Clima
Chuvas atrasam colheita de verão e dificultam plantio de inverno no RS
Instabilidade compromete colheitas finais e avança lentamente o plantio de trigo, cevada e demais culturas de inverno
Redação Agro Estadão
29/05/2025 - 17:24

O excesso de chuvas registrado nas últimas semanas no Rio Grande do Sul tem causado impactos diretos na conclusão da safra de verão e no avanço da implantação das culturas de inverno. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (29), “a continuidade das chuvas nas regiões produtoras, principalmente no norte e noroeste do estado, ainda impede a finalização da colheita da soja”.
A colheita da soja atinge 97% da área total no estado, mas o boletim destaca que há lavouras em estágios finais de maturação, em áreas com grande excesso de umidade e que apresentam dificuldades de colheita e perdas pela debulha natural:
“No caso do milho, a colheita alcançou 89% da área, porém as chuvas ocasionaram interrupções nas atividades, devido à elevação da umidade dos grãos e à dificuldade de tráfego nas lavouras”, informa o boletim.
Culturas de inverno
A Emater/RS alerta que, se as chuvas persistirem, o cronograma agrícola das culturas de inverno pode ser comprometido, com possíveis reflexos na produtividade e nos custos de produção.
O trigo, principal cereal de inverno do estado, foi implantado em apenas 16% da área estimada. Segundo a Emater-RS, “o solo excessivamente úmido e encharcado prejudica as operações de semeadura e interfere na germinação das sementes”.
A cevada segue com ritmo semelhante, com 13% da área cultivada até o momento. A estatal ressalta que o plantio segue limitado pelas condições climáticas adversas, em especial pelo encharcamento do solo. “A aveia branca, com 48% da área semeada, também enfrenta atrasos”, detalha o boletim.
O documento ainda relata que o preparo do solo e a aplicação de insumos estão comprometidos em diversas regiões, o que afeta a implantação da canola, por exemplo, cuja semeadura atinge 31% da área projetada.
No caso do arroz, a colheita foi praticamente encerrada, com produtividade média de 7.769 kg/ha. Já a colheita do feijão 2ª safra, com 81% da área colhida, sofre com a “queda de produtividade e a baixa qualidade dos grãos, devido ao excesso de umidade”.
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