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Ovelha Soinga: a raça de ovinos adaptada ao semiárido nordestino

Reconhecida neste mês pelo Mapa, raça já surge como protagonista, por resistir aos períodos secos e atender aos mercados de carne e lã

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Redação Agro Estadão*

17/02/2025 - 08:00

Foto: Adobe Stock
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O cenário da ovinocultura brasileira acaba de ganhar uma nova e promissora protagonista: a Ovelha Soinga. A raça, que acaba de ser reconhecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), tem chamado a atenção de produtores rurais em todo o país, especialmente na região Nordeste.

Desenvolvida no Brasil, mais especificamente no Rio Grande do Norte, teve origem a partir de um processo de melhoramento genético que envolveu o cruzamento entre outras três raças: Somalis Brasileiro, Morada Nova e Bergamácia Brasileira. Um trabalho realizado na Fazenda Xique-Xique, no município de Pedro Avelino (RN), visando reunir as melhores características de seus progenitores.

CONTEÚDO PATROCINADO

Fisicamente, a Soinga é de médio porte, podendo atingir até 70 quilos quando adulta. Tem pelagem predominantemente branca, o que contribui para uma melhor adaptação ao clima quente do semiárido nordestino. 

A ovelha apresenta um comportamento dócil e instinto materno bem desenvolvido, o que facilita o manejo e contribui para uma boa taxa de sobrevivência dos cordeiros.

Adaptação, carne e lã

A capacidade de resistir às condições climáticas da região se traduz em vantagens aos produtores rurais. Uma delas é que a Soinga é capaz de manter seu peso mesmo em períodos de seca prolongada, o que reduz custos com suplementação alimentar.

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Essa característica também se manifesta em sua baixa susceptibilidade a doenças comuns em ovinos, o que diminui a necessidade de intervenções veterinárias frequentes. 

A carne é outro atributo valorizado pelos criadores. Conhecida pelo sabor suave e textura macia, possui um teor de gordura bem distribuído, o que dá suculência sem comprometer a qualidade nutricional.

Com o crescente interesse dos consumidores por produtos de origem conhecida e sustentável, o produto pode se posicionar como uma opção no mercado premium, o que significa a possibilidade de vender por preços melhores.

Já a lã, embora não seja o foco principal com a raça, é usada na produção de artesanato local.  Versatilidade que amplia as possibilidades de renda.

Reconhecimento oficial

Foto: Adobe Stock

O processo de reconhecimento de uma nova raça ovina no Brasil é rigoroso e demanda um extenso trabalho de documentação e comprovação de características distintivas. No caso da Soinga, este processo foi oficializado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento agora em fevereiro.

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Para alcançar este marco, foi necessário um esforço conjunto de criadores, pesquisadores e instituições, que contribuíram com estudos detalhados sobre as características morfológicas, produtivas e adaptativas da raça. Também foi preciso comprovar a existência de um número significativo de animais com características homogêneas e transmissíveis às gerações seguintes – um passo crucial para o crescimento do rebanho.  

O reconhecimento não apenas valida o trabalho de anos de seleção e melhoramento genético, mas abre portas para a inclusão da raça em programas de fomento e pesquisa, contribuindo para seu contínuo aprimoramento e para a rentabilidade dos criadores.

Um dos benefícios aos criadores é o acesso a linhas de crédito e financiamento específicas para a ovinocultura. Muitos programas de incentivo governamentais priorizam raças reconhecidas, podendo oferecer condições mais favoráveis de empréstimos para aquisição de matrizes ou melhorias na infraestrutura de criação.

Existe, ainda, a possibilidade de registro genealógico dos animais, fundamental para a seleção e melhoramento genético, já que permite identificar o reprodutor e os melhores exemplares da raça. Com o tempo, isso leva a um aumento na qualidade e uniformidade do rebanho, muito valorizadas pelo mercado.

Com o reconhecimento, os criadores agora podem, também, recorrer ao Programa Nacional de Melhoramento de Ovinos (PROMOVI), para obter suporte técnico e recursos para o aprimoramento genético dos rebanhos, bem como participar de feiras e exposições agropecuárias, importantes vitrines para a comercialização de animais de alto valor genético.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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