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Serasa: inadimplência da população rural fica estável em 7,6% no 4º tri de 2024
No recorte por porte dos inadimplentes no último trimestre de 2024, os pequenos proprietários foram os menos atingidos, com inadimplência de 6,9%
Broadcast Agro
26/05/2025 - 17:58

A inadimplência da população rural brasileira se manteve estável em 7,6% no quarto trimestre de 2024, mesmo nível do trimestre anterior, mas ainda o maior da série histórica, segundo dados inéditos da Serasa Experian. Na comparação anual com o quarto trimestre de 2023, houve alta de 0,8 ponto porcentual. “O cenário de estabilidade da inadimplência no agro brasileiro no último tri de 2024 reflete, principalmente, o aperto da política de crédito dos credores e a resiliência de grande parte do setor que mesmo com desafios de custos e de perdas, segue honrando seus compromissos”, afirmou em nota o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta.
O Indicador de Inadimplência do Agronegócio da Serasa Experian considera apenas pessoas físicas com dívidas vencidas com mais de 180 dias e até 5 anos, somando pelo menos R$ 1.000 dentre aquelas relacionadas ao financiamento e atividades do agronegócio. As categorias incluem instituições financeiras, setores agro e outros setores como seguradoras não-vida, transporte de carga e armazenamento.
No recorte por porte dos inadimplentes no último trimestre de 2024, os pequenos proprietários foram os menos afetados, com inadimplência de 6,9%. Em seguida apareceram os proprietários médios, com 7,2%, e aqueles que não têm registro de informação rural como arrendatários ou grupos econômicos, que marcaram 9%. Os proprietários rurais de grande porte registraram o maior indicador, de 10,2%.
A análise por regiões agrícolas mostrou que o Sul registrou o menor índice de inadimplência do País, de 5,1%. O Norte Agro, que engloba a região Norte do Brasil exceto Rondônia e Tocantins e inclui ainda o noroeste de Maranhão, teve o maior porcentual, de 11,3%. O Matopiba apareceu com 9,3%, Nordeste Agro com 9%, Centro-Oeste com 8,1% e Sudeste com 6,3%.
Com base nos segmentos em que a população rural contraiu dívidas negativadas, as instituições financeiras que financiam atividades no campo têm a maior participação, de 6,7%. Já a fatia de proprietários rurais inadimplentes no setor agro foi de apenas 0,3%, enquanto em outros setores relacionados foi de 0,1%. “Precisamos realizar essa relativização em que a cadeia agro mostra um cenário muito mais otimista em relação à inadimplência. É importante diferenciar pois, se no geral apenas 7,6% dos proprietários rurais pessoa física estão inadimplentes, nesse recorte, a porcentagem é ainda menor”, disse Pimenta.
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