PUBLICIDADE

Gente

Segurança: quando usar EPI na fazenda

Patrão e trabalhador têm responsabilidades claras segundo normas vigentes no Brasil

Nome Colunistas

Redação Agro Estadão*

17/02/2026 - 08:00

Foto: Adobe Stock
Foto: Adobe Stock

Quando usar EPI na fazenda é uma dúvida comum no dia a dia do campo — e a resposta está diretamente ligada à segurança do trabalhador rural.

O uso de equipamentos de proteção individual não é opcional: trata-se de uma exigência para reduzir riscos quando as atividades expõem o trabalhador a perigos e outras medidas de controle não são suficientes.

CONTEÚDO PATROCINADO

A utilização segue critérios técnicos estabelecidos pela NR-31, norma que desde 2005 orienta as práticas de segurança e saúde no trabalho rural.

Dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos no Trabalho Rural (PGRTR), cada propriedade deve identificar e avaliar ameaças como produtos químicos, ruído, animais, máquinas e outros fatores de risco de acidentes.

Quando usar EPI na fazenda?

A obrigação de usar equipamentos de proteção depende do risco real na atividade e das regras da propriedade, não do que cada pessoa prefere. A regra principal é simples: se há perigo, deve haver proteção.

PUBLICIDADE

Primeiro, tenta-se controlar os riscos mudando a forma de trabalhar ou protegendo o ambiente. Quando essas medidas não eliminam o perigo completamente, o EPI vira obrigatório para aquela tarefa.

O uso deve acontecer em todos os momentos de risco. Isso inclui antes de começar o trabalho, durante toda a atividade e depois, na limpeza e organização. 

Quem decide e quem cumpre sobre o uso de EPI na fazenda?

EPIs agrícolas
Foto: Adobe Stock

As responsabilidades se dividem entre patrão e trabalhador de forma clara. O dono da propriedade ou gestor precisa orientar quando usar cada equipamento em cada atividade. 

Deve treinar os funcionários, fiscalizar se as regras são cumpridas e garantir que tudo funcione direito. O empregador deve fornecer de graça todos os EPIs necessários, com certificado de qualidade válido.

O trabalhador deve usar corretamente nos momentos definidos, seguir as instruções do treinamento e avisar quando há problemas: equipamento quebrado, que não serve direito ou falha no procedimento.

PUBLICIDADE

O ponto principal é que “quando usar” não pode ficar subentendido. As regras precisam estar claras e bem explicadas para todos.

Situações obrigatórias de uso do EPI na fazenda

Algumas situações do dia a dia pedem mais atenção quanto ao uso de equipamentos de proteção. 

O cuidado aumenta quando há contato com produtos químicos ou suas névoas. Isso vale para mexer com venenos concentrados, preparar misturas, aplicar defensivos e limpar equipamentos usados nessas operações. 

Segundo a CropLife (organização das empresas de pesquisa e desenvolvimento em sementes, biotecnologia, defensivos químicos e biológicos), luvas são obrigatórias ao manusear venenos concentrados, principalmente pesticidas, pois estes produtos entram facilmente pela pele.

Atividades que fazem poeira, soltam pedaços ou respingos também precisam de proteção. Roçar, cortar materiais e fazer manutenção de equipamentos criam riscos para os olhos e pulmões.

PUBLICIDADE

Trabalhos perto de máquinas com partes que se movem representam outro momento crítico. Tanto operar quanto principalmente fazer manutenção desses equipamentos exige proteção contra acidentes.

Situações com risco de pancada, queda de objetos ou batidas na cabeça também precisam de atenção. Atividades em galpões, carregar e descarregar materiais e trabalhos perto de estruturas altas entram nessa categoria. 

O Sistema FAEP esclarece que capacetes são obrigatórios apenas quando há risco real de pancada na cabeça, enquanto chapéus continuam válidos como proteção contra sol e chuva.

Trabalhos com animais e tarefas com risco de queda, como subir em carrocerias, telhados ou silos, completam as situações que pedem mais cuidado.

Checklist rápido para saber quando usar EPI na fazenda

EPIs agrícolas
Foto: Adobe Stock

Para facilitar a decisão no campo, use este checklist rápido baseado no PGRTR e na NR-31. Antes de qualquer trabalho, avalie os riscos identificados no inventário da sua fazenda.

PUBLICIDADE

Perguntas para identificar necessidade de EPI:

  • Há contato com químicos, névoas, poeira ou agrotóxicos (manipulação, aplicação ou limpeza)?
  • Pode haver respingos, partículas ou projeção de materiais nos olhos/face?
  • O trabalho envolve máquinas/equipamentos em movimento, manutenção ou partes móveis?
  • Existe risco de corte, esmagamento, perfuração ou contato com partes quentes/afiadas?
  • Algo pode cair na cabeça (altura, objetos suspensos ou estruturas elevadas)?
  • Há animais peçonhentos, agressivos ou risco de quedas (escadas, silos, carrocerias)?
  • Outros: ruído excessivo, radiação solar intensa ou temperaturas extremas?

Se qualquer resposta for “sim” e medidas coletivas (engenharia ou administrativas) não eliminarem o risco na fonte, use o EPI adequado antes, durante e após a atividade, conforme treinamento e CA (Certificado de Aprovação).

Em dúvida, pare imediatamente, consulte o PGRTR da propriedade ou o gestor treinado.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

Siga o Agro Estadão no WhatsApp, Instagram, Facebook, X, Telegram ou assine nossa Newsletter

PUBLICIDADE

Notícias Relacionadas

Fertilizantes Heringer elege novo CEO após renúncias e faz mudanças na diretoria

Gente

Fertilizantes Heringer elege novo CEO após renúncias e faz mudanças na diretoria

Gustavo Oubinha Barreiro será o novo diretor-presidente da companhia após renúncia do CEO, Sergio Longhi Castanheiro

Sérgio Bortolozzo é reeleito presidente da Sociedade Rural Brasileira

Gente

Sérgio Bortolozzo é reeleito presidente da Sociedade Rural Brasileira

Produtor rural seguirá à frente da entidade até 2028, com foco em endividamento do setor, seguro agrícola e defesa da propriedade

História do chapéu: tradição e proteção no campo brasileiro

Gente

História do chapéu: tradição e proteção no campo brasileiro

O chapéu no campo é mais que proteção contra o sol; é símbolo cultural, herança familiar e essencial em todo o Brasil

Odílio Balbinotti, considerado ‘Rei das Sementes’, morre aos 85 anos

Gente

Odílio Balbinotti, considerado ‘Rei das Sementes’, morre aos 85 anos

Câmara Municipal e Prefeitura de Rondonópolis (MT) decretam luto de três dias em solidariedade aos familiares do fundador da Atto Sementes

PUBLICIDADE

Gente

Luiz Nishimori é eleito presidente da Comissão de Agricultura da Câmara

Nishimori foi indicado após acordo entre lideranças partidárias; no quarto mandato parlamentar, ele atua em projetos relacionados ao agro

Gente

Roberto Saldanha ocupará presidência da BSCA até 2027

Ele ocupará o cargo no biênio 2026/2027, com foco em fortalecer parcerias que ofereçam capacitações e inovações aos profissionais do setor

Gente

Mestrado em Zootecnia abre inscrições até 11 de fevereiro

Parceria entre Universidade Estadual Vale do Acaraú e Embrapa oferece dez vagas para ingresso no primeiro semestre de 2026

Gente

ADM abre vagas de aprendiz e estágio em várias regiões do País

Oportunidades abrangem áreas administrativas, técnicas, operacionais e de engenharia, com foco na formação de novos talentos

Logo Agro Estadão
Bom Dia Agro
X
Carregando...

Seu e-mail foi cadastrado!

Agora complete as informações para personalizar sua newsletter e recebê-la também em seu Whatsapp

Sua função
Tipo de cultura

Bem-vindo (a) ao Bom dia, Agro!

Tudo certo. Estamos preparados para oferecer uma experiência ainda mais personalizada e relevante para você.

Mantenha-se conectado!

Fique atento ao seu e-mail e Whatsapp para atualizações. Estamos ansiosos para ser parte do seu dia a dia no campo!

Enviamos um e-mail de boas-vindas para você! Se não o encontrar na sua caixa de entrada, por favor, verifique a pasta de Spam (lixo eletrônico) e marque a mensagem como ‘Não é spam” para garantir que você receberá os próximos e-mails corretamente.