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Economia

Ginkgo biloba: uma grande oportunidade para o produtor rural

Resistente a pragas e adaptável, o cultivo de ginkgo biloba surge como alternativa de diversificação e renda no campo

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Redação Agro Estadão*

23/05/2025 - 08:00

Foto: Adobe Stock
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Os produtores rurais estão em busca de novas oportunidades para diversificar suas culturas e aumentar sua rentabilidade, pode encontrar na árvore de ginkgo biloba, conhecida por sua longevidade e benefícios à saúde. 

Assim como esta árvore milenar resistiu ao teste do tempo, os agricultores brasileiros podem encontrar nela uma fonte de resiliência econômica.

O que é o ginkgo biloba?

O ginkgo biloba é uma árvore que se destaca por sua extraordinária longevidade e resistência. Conhecida como um “fóssil vivo”, esta espécie existe há mais de 200 milhões de anos, sobrevivendo a eventos que levaram à extinção de muitas outras plantas. 

Originária da China, a árvore pode atingir até 30 metros de altura e viver por mais de mil anos. Suas folhas em forma de leque são divididas em dois lóbulos, o que lhe confere o nome popular de “árvore-avenca”. 

A planta é dioica, o que significa que existem árvores masculinas e femininas separadas.

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As partes mais utilizadas do ginkgo biloba são as folhas e, em menor escala, as sementes. No entanto, é importante ressaltar que as sementes cruas contêm compostos tóxicos e devem ser processadas adequadamente antes do consumo. 

As folhas, por outro lado, são amplamente empregadas na produção de extratos e suplementos.

Do ponto de vista do cultivo, a planta é notavelmente resistente a pragas e doenças, o que pode reduzir a necessidade de intervenções fitossanitárias frequentes. 

Além disso, sua adaptabilidade a diferentes tipos de solo e sua tolerância à poluição urbana tornam-na uma opção versátil para diferentes regiões do Brasil.

Usos do ginkgo biloba

O ginkgo biloba tem uma longa história de uso na medicina tradicional, especialmente na Ásia. Na China, suas folhas e sementes são utilizadas há milênios para tratar uma variedade de condições, desde problemas respiratórios até disfunções cognitivas.

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Nos tempos modernos, o interesse pela planta cresceu significativamente, principalmente devido aos extratos de suas folhas. Estes extratos são ricos em flavonoides e terpenoides, compostos conhecidos por seus potenciais benefícios à saúde. Entre os usos mais comuns, destacam-se:

O mercado de ginkgo biloba

O mercado global de produtos à base de ginkgo biloba tem apresentado um crescimento constante nos últimos anos. 

Segundo relatório da Mordor Intelligence, o mercado global de suplementos de saúde imunológica, que inclui extratos botânicos, tem uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) estimada em 7,40% para o período de 2024 a 2029, com destaque para a região Ásia-Pacífico, que é fonte e grande consumidora de ginkgo biloba

Os principais países produtores de ginkgo biloba incluem a China, que lidera a produção mundial, seguida por França, Alemanha e Estados Unidos. Quanto ao consumo, os mercados mais significativos estão na Europa, América do Norte e Ásia, com um interesse crescente em países da América Latina, incluindo o Brasil.

Os produtos derivados do ginkgo biloba são diversos, abrangendo desde extratos padronizados e cápsulas até chás e cosméticos. Esta variedade de aplicações amplia as possibilidades de comercialização para os produtores rurais interessados em cultivar a planta.

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Aspectos econômicos e comerciais

Foto: Adobe Stock

Para o produtor rural brasileiro, o cultivo de ginkgo biloba representa uma oportunidade de diversificação interessante, embora desafiadora. Os custos de implantação e manutenção da cultura podem variar significativamente dependendo da escala de produção e da região.

A implantação de um hectare de ginkgo biloba pode requerer um investimento inicial considerável, incluindo a aquisição de mudas, preparação do solo e sistema de irrigação. 

É importante notar que essa é uma cultura de longo prazo, com as árvores levando vários anos para atingir a maturidade produtiva.

O potencial de retorno financeiro da planta é promissor, especialmente considerando a crescente demanda por produtos naturais. No entanto, é fundamental que os produtores realizem uma análise de mercado detalhada e desenvolvam estratégias de comercialização sólidas.

Os principais canais de comercialização para o ginkgo biloba incluem:

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Indústria farmacêutica: para a produção de medicamentos;

Setor nutracêutico: para a fabricação de suplementos alimentares;

Indústria cosmética: para a criação de produtos de cuidados com a pele.

Para acessar esses mercados, os produtores precisam estar atentos às certificações e padrões de qualidade exigidos. A produção orgânica, por exemplo, pode agregar valor significativo ao produto final. 

Além disso, a obtenção de certificações de boas práticas agrícolas e de fabricação pode ser um diferencial importante para a comercialização, especialmente para mercados internacionais.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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