Economia
De onde vem o salmão consumido no Brasil?
O salmão não é nativo do Brasil, sendo produzido principalmente na Noruega, Chile, Canadá e Escócia, com o Chile como maior fornecedor
Redação Agro Estadão*
09/03/2025 - 09:00

O salmão tem se tornado um produto de consumo crescente no Brasil, conquistando cada vez mais espaço na mesa dos brasileiros.
Entender a origem desse peixe é fundamental não apenas para os consumidores, mas também para produtores rurais que possam se interessar em diversificar suas atividades.
O CEO da Cermaq Brasil, empresa líder mundial na produção do pescado, menciona um crescimento de cerca de 6% nos últimos cinco anos no consumo de salmão no Brasil
Esse aumento na demanda torna ainda mais relevante a compreensão da cadeia de produção e origem deste peixe tão apreciado.
A origem do salmão
O salmão não é um peixe nativo do Brasil. Ele é originário de regiões com águas mais frias, principalmente no hemisfério norte. Os principais países produtores de salmão são a Noruega, Chile, Canadá e Escócia.
Cada um desses países possui características únicas que favorecem a criação desse peixe. A Noruega, por exemplo, é conhecida por suas águas frias e limpas, ideais para o cultivo de salmão de alta qualidade.
O Chile, por sua vez, tornou-se um grande produtor devido às suas condições geográficas favoráveis e investimentos em tecnologia de aquicultura.
E de onde vem o salmão?
A rastreabilidade na cadeia de produção do salmão é de extrema importância para garantir a qualidade e a segurança do produto que chega ao consumidor final.
Nesse contexto, os selos de certificação de pesca sustentável, como o Marine Stewardship Council (MSC) e o Aquaculture Stewardship Council (ASC), desempenham um papel crucial.
Esses selos asseguram que o salmão foi produzido de acordo com práticas sustentáveis e éticas, garantindo não apenas a qualidade do produto, mas também a preservação do meio ambiente.
É importante destacar que a maior parte do salmão consumido no Brasil é proveniente do Chile – que representa 14% da produção global em cativeiro. De acordo com Melanie Whatmore, gerente da Salmón de Chile, o país alcançou a marca de 1.077.936 toneladas de peixes em 2023.
As fazendas de produção chilenas se desenvolveram significativamente nas últimas décadas, tornando o país o segundo maior produtor mundial de salmão, atrás apenas da Noruega.
A proximidade geográfica e os acordos comerciais entre Brasil e Chile facilitam a importação desse peixe, tornando-o mais acessível ao mercado brasileiro.
Salmão no Brasil: importação e aquicultura

O Brasil é o terceiro maior comprador de salmão chileno, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão.
Aproximadamente 10% da produção chilena é destinada diretamente ao mercado brasileiro. Quanto à produção nacional, é importante esclarecer que o Brasil não possui condições naturais para a criação de salmão em larga escala.
As águas brasileiras são muito quentes para o cultivo desse peixe, que necessita de temperaturas mais baixas para se desenvolver e reproduzir adequadamente.
Apesar dos desafios naturais, existem algumas iniciativas de aquicultura de salmão no Brasil, embora em escala muito reduzida e com finalidades específicas, como pesquisa ou produção de alevinos. No entanto, essas iniciativas enfrentam grandes desafios técnicos e econômicos, o que torna a produção em larga escala inviável no país.
Regulamentação e legislação da produção e importação de salmão no Brasil
A produção e importação de salmão no Brasil são regulamentadas por uma série de leis e normas que visam garantir a qualidade e a segurança do produto para o consumidor. Os principais órgãos responsáveis pela fiscalização e controle sanitário são:
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa): responsável pela inspeção e fiscalização de produtos de origem animal.
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): regula a rotulagem e os padrões de qualidade dos alimentos.
Secretaria de Comércio Exterior (Secex): controla os processos de importação.
Essas instituições trabalham em conjunto para assegurar que o salmão importado atenda aos padrões de qualidade e segurança alimentar exigidos pela legislação brasileira. Isso inclui a verificação de documentação, inspeção física dos produtos e análises laboratoriais quando necessário.
Além disso, o Brasil segue as diretrizes internacionais de segurança alimentar, como o Codex Alimentarius, que estabelece padrões globais para a produção e comercialização de alimentos.
Essas regulamentações visam não apenas proteger a saúde do consumidor, mas também garantir práticas comerciais justas no setor alimentício.
*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão
Newsletter
Acorde
bem informado
com as
notícias do campo
Mais lidas de Economia
1
Em investigação, China aponta 'dano grave' à indústria de carne bovina e notifica OMC e exportadores
2
Fim do papel: produtores rurais terão de emitir nota fiscal eletrônica em 2026
3
Feiras do agro 2026: calendário dos principais eventos do setor
4
Começa a valer obrigatoriedade de emissão de nota fiscal eletrônica
5
Salvaguarda à carne bovina: Câmara Brasil-China vê desfecho favorável ao setor brasileiro
6
Menos pão, mais carne: canetas emagrecedoras redesenham demandas do agro brasileiro
PUBLICIDADE
Notícias Relacionadas
Economia
UE diz estar pronta para implementar acordo provisório com Mercosul
Declaração foi feita ao fim da cúpula da UE em Bruxelas, após líderes nacionais levantarem o tema em debates sobre rumos e decisões do bloco
Economia
Peru habilita primeiras unidades brasileiras para exportar farinhas bovinas
Mercado aberto em 2024 tem primeiras habilitações, permitindo os embarques de farinha de carne e ossos e hemoderivados.
Economia
Aprosoja MT: piso mínimo do frete amplia custo e compromete competitividade
Para a entidade, atual metodologia tem inconsistências estruturais relevantes e desconsidera a dinâmica real do mercado
Economia
São Paulo firma parceria com fundo sueco para expandir cadeia do biometano
Projeto prevê R$ 5 milhões para estudos de expansão da produção de biometano e e aproveitamento de resíduos do setor sucroenergético
Economia
Turquia lidera compras de gado em pé do Brasil e impulsiona recorde histórico
As exportações brasileiras avançaram quase 5% em 2025 e atingiram novo patamar histórico, superando 1 milhão de cabeças
Economia
CNA: liberalização tarifária não garante acesso efetivo ao mercado europeu
Confederação lembra que entrada de produtos no agro na Europa depende de exigências regulatórias, como o EUDR e salvaguardas
Economia
Soja: Abiove projeta processamento recorde em 2026, de 61 milhões de toneladas
A produção de farelo de soja foi revista para 47 milhões de toneladas e óleo de soja avançou para 12,25 milhões de toneladas
Economia
Grupo Piracanjuba entra no mercado de queijos finos com aquisição da Básel (MG)
Com a operação, a Piracanjuba, que é de Goiás, passa a contar com dez unidades industriais em funcionamento no Brasil