Cotações
Carne de frango: produção e exportação devem crescer cerca de 2% em 2024, aponta ABPA
No caso dos embarques suínos, volume deve passar de 1,35 milhão de toneladas, avanço de 7,7%
Rafael Bruno | São Paulo | rafael.bruno@estadao.com
01/08/2024 - 14:35

O Brasil deve produzir em 2024 cerca de 15,1 milhões de toneladas de carne de frango, volume que, se confirmado, representará incremento de 1,8% sobre o registrado no ano passado, de 14,8 milhões de toneladas. A projeção é da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Para 2025, a entidade projeta uma produção ainda mais robusta, de até 15,3 milhões de toneladas, evolução de 2,3% sobre o volume projetado para este ano.
Referente aos embarques brasileiros da proteína avícola, a ABPA projeta exportação de até 5,25 milhões de toneladas em 2024 e de 5,35 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 2,2% e 1,9%, respectivamente, sobre períodos anteriores.
Quanto à oferta interna de carne de frango, a Associação estima uma disponibilidade de aproximadamente 9,85 milhões de toneladas em 2024, aumento de 1,6% frente ao volume ofertado em 2023, de 9,69 milhões de toneladas.
Em relação ao consumo per capita, a ABPA indica estabilidade em 45 kg neste ano e de 46 kg por pessoa em 2025, elevação de até 2%.
Newcastle segue no radar do setor
Após o foco da doença de Newcastle no Rio Grande do Sul, considerado finalizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a ABPA minimizou os efeitos oriundos dos bloqueios internacionais ainda em vigor.
Conforme a entidade, dos 153 destinos da proteína avícola brasileira, quatro países seguem com embargo total sobre o território brasileiro (Argentina, China, Macedônia do Norte e México). Limitados ao estado gaúcho estão Arábia Saudita, Bolívia, Chile, Peru, e Uruguai, além da União Econômica Euroasiática (Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia).
Entre esses, a China se destaca devido a sua importância para o mercado brasileiro. Mas, conforme o presidente da ABPA, Ricardo Santin, por enquanto, não há impacto significativo, uma vez que outros países estão suprindo as necessidades. “Estamos redirecionando os embarques para minimizar esse impacto”, disse Santin.
As restrições comerciais poderiam afetar as vendas de até 60 mil toneladas por mês, segundo dados da ABPA divulgados quando o foco da doença foi confirmado.
Conforme informou o Mapa, todos os países que compram a proteína brasileira foram notificados sobre o fim do surto. O presidente da ABPA também ratificou o desejo e a expectativa do setor, que espera que as restrições comerciais sejam suspensas o quanto antes.
Carne suína: exportação deve crescer 7,7% em 2024
Também segundo projeção da ABPA, o Brasil deve produzir em 2024 cerca de 5,20 milhões de toneladas de carne suína, volume que, se confirmado, representará incremento de 1% sobre o registrado no ano passado, de 5,15 milhões de toneladas. Para 2025, a entidade projeta uma produção um pouco mais robusta, de 5,25 milhões de toneladas, avanço de 1% sobre o volume projetado para este ano.

Já referente aos embarques brasileiros da proteína suinícola, a ABPA projeta uma alta bem mais expressiva para este ano, de até 1,35 milhão de toneladas, crescimento de 7,7% sobre o montante de 2023, de 1,23 milhão de toneladas. Para o ano que vem, o incremento sobre o projetado para 2024 deve ser de 3,8%, com 1,37 milhão de toneladas.
Quanto à oferta interna de carne suína, a Associação estima uma disponibilidade de aproximadamente 3,87 milhões de toneladas, tanto para este ano quanto para 2025, volume pouco inferior ao ofertado em 2023, de 3,92 milhões de toneladas.
Em relação ao consumo per capita, a ABPA indica estabilidade em 18 kg neste e no próximo ano. Em 2023, o consumo por pessoa foi de aproximadamente 18,3 kg.
Siga o Agro Estadão no Google News e fique bem informado sobre as notícias do campo.
Newsletter
Acorde
bem informado
com as
notícias do campo
Mais lidas de Cotações
1
Laranja: recuperação de preços ficará para o próximo ano, diz consultoria
2
Quais fatores vão ditar o mercado da soja no primeiro trimestre de 2026?
3
Café: safra do Vietnã e clima no Brasil pressionam cotações
4
Mercado de grãos tem baixa generalizada com safra cheia e cessar-fogo
5
Ceticismo nos negócios entre China–EUA limita reação da soja em CBOT
6
Farelo de soja recupera perdas e registra níveis de preço vistos em abril
PUBLICIDADE
Notícias Relacionadas
Cotações
Soja sobe quase 2% em Chicago após China confirmar novas compras dos EUA
Compras de soja dos EUA por Pequim deram suporte às cotações, mas analistas seguem cautelosos quanto à continuidade do movimento
Cotações
Quais fatores vão ditar o mercado da soja no primeiro trimestre de 2026?
Cotações devem ser influenciadas por supersafra brasileira. avanço do acordo China-EUA e a política de biocombustíveis norte-americana
Cotações
Algodão: preços caem em 2025, mas Brasil mantém liderança nas exportações
Cenário estimulou novas programações para o início de 2026 e reforçou a estratégia do mercado a prazo para mitigar riscos
Cotações
Arroz: supersafra e baixa demanda levam preço ao menor patamar em quatro anos
Com a maior disponibilidade do grão ao longo do ano, as indústrias tiveram dificuldades para escoar o produto, enquanto o varejo reduziu compras
Cotações
Farelo de soja recupera perdas e registra níveis de preço vistos em abril
Recomposição de estoques por parte de avicultores e suinocultores e redução na oferta ajudam a explicar cenário, aponta Cepea
Cotações
Portaria autoriza IBGE a contratar para Censo Agro e de população de rua
Para os dois censos, 39.108 trabalhadores temporários serão chamados para atuar; seleção e ingresso serão por processo seletivo simplificado
Cotações
Café: safra do Vietnã e clima no Brasil pressionam cotações
Contratos futuros encerram o dia em forte queda em Nova York e Londres, com mercado físico travado e produtores retraídos
Cotações
Ceticismo nos negócios entre China–EUA limita reação da soja em CBOT
Apesar de novas vendas aos chineses, mercado segue cético quanto ao acordo China–EUA e vê preços acomodados diante da ausência de compras robustas