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Economia

Exportações de carne bovina e soja avançam em volume

Receita do envio de soja registrou queda de 6,2%, enquanto a carne bovina teve aumento de 29%, conforme Secex

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Broadcast Agro

08/05/2025 - 08:30

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

As exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada totalizaram 241.584 toneladas em abril de 2025, alta de 16,3% em relação às 207.717 toneladas registradas em abril de 2024, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A receita gerada foi de US$ 1,215 bilhão, um aumento de 29,1% frente aos US$ 941 milhões do igual mês do ano passado. O preço médio por tonelada subiu 11%, passando de US$ 4.530,90 para US$ 5.030,30.

No caso da carne de frango, os embarques somaram 440.666 toneladas em abril, queda de 2,6% em relação às 452.486 toneladas embarcadas em igual mês de 2024. O faturamento foi de US$ 809 milhões, recuo de 1% frente aos US$ 817 milhões de um ano antes. O preço médio por tonelada teve leve avanço de 1,7%, de US$ 1.805,10 para US$ 1.835,00.

CONTEÚDO PATROCINADO

As exportações de carne suína totalizaram 110.677 toneladas em abril, alta de 14,4% na comparação com as 96.744 toneladas de abril de 2024. A receita cresceu 24,3%, passando de US$ 223 milhões para US$ 277 milhões. O preço médio por tonelada subiu 8,6%, de US$ 2.300,70 para US$ 2.499,40.

Desempenho no quadrimestre — de janeiro a abril de 2025, o Brasil exportou 911 mil toneladas de carne bovina, um aumento de 9,2% ante as 834 mil toneladas de igual período de 2024. A receita foi de US$ 4,421 bilhões, alta de 20,4% frente aos US$ 3,673 bilhões registrados no primeiro quadrimestre do ano passado.

As exportações de carne de frango totalizaram 1,790 milhão de toneladas, crescimento de 8% sobre o 1,658 milhão de toneladas de igual período de 2024. A receita somou US$ 3,343 bilhões, alta de 12,6% em relação aos US$ 2,969 bilhões obtidos um ano antes.

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No caso da carne suína, os embarques chegaram a 436 mil toneladas no acumulado de janeiro a abril, avanço de 13,5% em relação às 384 mil toneladas do igual intervalo de 2024. A receita foi de US$ 1,054 bilhão, crescimento de 27,9% frente aos US$ 824 milhões registrados no ano anterior.

Exportações de soja tiveram alta de 4% em volume, mas queda de 6% em receita

O Brasil exportou 15,27 milhões de toneladas de soja em grão em abril, 3,9% a mais do que os 14,69 milhões de toneladas de igual período de 2024. Em março, os embarques externos foram de 6,53 milhões de toneladas. Os dados da Secex consideram 20 dias úteis em abril de 2025, contra 22 dias úteis em abril de 2024.

Em receita, os embarques de soja totalizaram US$ 5,903 bilhões, recuo de 6,2% ante abril de 2024 (US$ 6,29 bilhões). Em março, a receita foi de US$ 2,79 bilhões.

O preço médio pago por tonelada de soja em abril foi de US$ 386,50, contra US$ 428,00 em abril de 2024, queda de 9,7%. O número é inferior ao registrado em março, que não foi divulgado pela Secex nesta nota.

Desempenho no quadrimestre — o país exportou 37,07 milhões de toneladas de soja, somando os dados divulgados hoje com os números consolidados do Agrostat — sistema de estatísticas de comércio exterior do agronegócio brasileiro — de janeiro a março (21,80 milhões de toneladas). Este volume representa alta de 0,8% ante o acumulado de janeiro a abril de 2024, que somou 36,79 milhões de toneladas. A receita no primeiro quadrimestre deste ano alcançou US$ 14,596 bilhões, queda de 9,7% ante o valor acumulado de US$ 16,17 bilhões entre janeiro e abril de 2023.

O mês de abril foi responsável por 41,2% do volume total exportado no quadrimestre e por 40,4% da receita obtida no período, evidenciando um forte incremento no ritmo de embarques em comparação com o primeiro trimestre do ano.

A média diária de exportações em abril foi de 763,6 mil toneladas, ante 667,6 mil toneladas em abril do ano passado, refletindo o ritmo sazonal da colheita e escoamento da safra brasileira, que tradicionalmente se intensifica a partir de março e atinge seu pico entre abril e maio

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